Governo Regional quer esclarecimentos e desmentido do TC sobre notícia de novo buraco financeiro

O Governo regional da Madeira anunciou hoje que vai pedir de "imediato esclarecimentos e desmentido ao Tribunal de Contas" sobre a existência de uma alegada investigação a um novo buraco de 220 milhões de euros nas contas da região.

Lusa /

"O Governo Regional da Madeira repudia integralmente mais uma calúnia que visa denegrir a credibilidade desta Região Autónoma, vinda de uma imprensa sem escrúpulos, apenas interessada na tiragem diária das suas publicações caluniosas que chegam ao rubro da manipulação e construção criminosa de notícias", refere um comunicado publicado no sítio da internet da presidência do Executivo madeirense.  
 
A nota da Vice-presidência do Executivo madeirense reage à notícia hoje publicada pelo jornal Público que "o TC está a investigar um novo buraco de 220 milhões de euros", um montante relativo a "um recente empréstimo contraído pela Empresa de Eletricidade que o governo de Alberto João Jardim desviou para pagar despesas de funcionamento".  
 
"Julgamos que esta falsa e irresponsável notícia foi arquitetada, com base na segunda alteração ao Orçamento Regional, através da publicação do Decreto Legislativo Regional n. 11 / 2011/M que visou tão só alterar o limite máximo da concessão de avales pela Região Autónoma da Madeira, cuja alteração visou apenas garantir a manutenção de condições favoráveis de empréstimo, contraído em 2005, pela Empresa de Electricidade da Madeira, situação da qual não resultou qualquer novo empréstimo, mas sim e tão só, o acréscimo de garantias por parte do Governo Regional", explica.  
 
No mesmo comunicado, o executivo regional assegura que "até a presente data, não deu entrada no Orçamento Regional qualquer receita proveniente da Empresa de Electricidade da Madeira, nem está prevista qualquer receita proveniente desta situação".  
 
"Não estivéssemos em vésperas de eleições regionais e a Madeira estaria esquecida da imprensa, pois não haveria assunto para as grandes tiragens dos matutinos nacionais", aponta.      

O vice-presidente do Governo madeirense, João Cunha e Silva, que tutela esta área, reafirmou publicamente que esta notícia "não tem fundamento nenhum" e "parece fazer parte fazer parte do lote de informações e até ao dia das eleições vão surgir mais".  
 
"Vão ter de encontrar outros motivos de interesse para falar até ao dia 9 de outubro, porque este não tem fundamento nenhum", realçou. Cunha e Silva fez ainda uma apelo para que as pessoas "saibam discernir bem que estamos numa campanha eleitoral e pelos visto tudo serve para fazer parte dessa campanha, a verdade e mentira também", concluiu. 
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