Política
Governo revê em baixa previsão de crescimento para 2026
É uma redução de três décimas face à anterior previsão. O executivo de Luís Montenegro prevê agora um crescimento económico de dois por cento para este ano.
As novas previsões incluem o impacto das tempestades e da subida dos preços dos combustíveis.
O governo antecipa que a inflação atinja os 2,5 por cento em 2026, acima da anterior estimativa de 2,1 por cento.
O executivo prevê ainda um saldo orçamental nulo no final deste anos, em vez do excedente de 0.1 por cento previstos no Orçamento do Estado. A atualização das previsões económicas e orçamentais foi submetida esta quinta-feira, pelo Ministério das Finanças, a Bruxelas e remetida ao Parlamento, através do relatório de progressos do plano de médio prazo.
Apesar da revisão em baixa de 0,3 pontos face ao OE2026, as projeções financeiras mantêm-se otimistas. acimadas divulgadas pelo Conselho das Finanças Públicas (1,6 por cento), pelo Banco de Portugal (1,8 por cento) e Fundo Monetário Internacional (1,9 por cento).
O Ministério das Finanças orça em 0,2 pontos percentuais o impacto no PIB do primeiro trimestre, da onda de destruição na Zona Centro devido às tempestades de janeiro e fevereiro, que afetou empresas, famílias e estrutura públicas civis.
O Ministério das Finanças orça em 0,2 pontos percentuais o impacto no PIB do primeiro trimestre, da onda de destruição na Zona Centro devido às tempestades de janeiro e fevereiro, que afetou empresas, famílias e estrutura públicas civis.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) fez uma estimativa preliminar, publicada esta quinta-feira, sobre o crescimento económico no primeiro trimestre de 2,3 por cento em termos homólogos. Registou apesar disso uma variação nula na comparação em cadeia.
A contribuição dos temporais para o abrandamento da atividade neste mesmo período, deverá ser compensada nos próximos trimestres pelos esforços de recuperação e execução de despesas previstas anteriormente, diluindo os efeitos negativos da descida da capacidade produtiva.
A revisão do Governo para o PIB reflete assim sobretudo o novo enquadramento internacional e o aumento do preço do petróleo devido à guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, com o bloqueio do trânsito de crude e pesticidas através do Estreito de Ormuz.