Governo vai levar política de habitação "até ao fim" sem se "deixar intimidar"

Governo vai levar política de habitação "até ao fim" sem se "deixar intimidar"

O primeiro-ministro manifestou-se hoje confiante de que a política de habitação do Governo vai ter resultados e assegurou que o executivo "não se deixará intimidar" e levará "até ao fim" os seus objetivos nesta área.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
José Sena Goulão - Lusa

"Nós, na área pública, temos neste momento o maior processo de construção e remodelação do parque habitacional de sempre. Nunca se construíram e remodelaram tantas habitações em Portugal como agora", afirmou Luís Montenegro, que presidiu hoje à assinatura da entrega do antigo edifício da Presidência do Conselho de Ministros à Câmara Municipal de Lisboa, ao lado do autarca Carlos Moedas.

Na semana passada, a Câmara de Lisboa já tinha anunciado que estimava construir neste edifício cerca de 90 habitações, num investimento superior a 20 milhões de euros, destinadas sobretudo a "servidores públicos", como professores, polícias ou técnicos de saúde.

Na véspera de o parlamento discutir o Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU), o chefe do Governo PSD/CDS-PP manifestou confiança na política que tem sido desenvolvida pelo executivo nesta área, dizendo que está "dois anos adiantada" em relação às prioridades agora propostas pela Comissão Europeia.

Montenegro considerou, numa crítica implícita aos anteriores Governos do PS, que "foi por muita gente não ter tido a coragem de levar até ao fim políticas de forma transversal e integrada" que o mercado da habitação "não teve a oscilação" desejada.

"Nós confiamos convictamente naquilo que estamos a fazer e que isso vai ter um resultado. A história vai-nos julgar, e os eleitores também, mas nós não vamos deixar de fazer: não é com os fogachos de grandes tiradas que alguns títulos, às vezes, apontam e alguns protagonistas políticos gostam de criar, em termos de quase alarme social, que nós nos vamos intimidar com a necessidade de levarmos até ao fim esta política", disse.

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