Grande Oriente Lusitano pede união pela democracia e oposição a quem quer limitar direitos

Grande Oriente Lusitano pede união pela democracia e oposição a quem quer limitar direitos

O Grande Oriente Lusitano (GOL) apelou hoje à participação e união dos eleitores nas presidenciais na defesa dos "valores da democracia, do estado de direito e do humanismo", opondo-se a quem quer "restringir a liberdade e direitos universais".

Lusa /

Em comunicado, a maior obediência maçónica portuguesa diz que "não pode deixar de apelar a que todas as cidadãs e cidadãos que se reveem nos valores da democracia, do estado de direito, do humanismo e da laicidade do Estado" que se "unam e participem ativamente na defesa destes valores fundamentais em todos os atos políticos e cívicos, próximos e futuros, que sejam relevantes para a democracia e para a República portuguesa".

"Ao longo dos seus mais de duzentos anos de história, o Grande Oriente Lusitano esteve, pela mão dos seus membros, muitas vezes com a entrega das suas próprias vidas, sempre presente na construção do progresso e da liberdade em Portugal, a partir do estabelecimento da primeira democracia liberal constitucional", diz a organização, sem referir o nome de qualquer candidato no comunicado.

Para o Grande Oriente Lusitano, a Maçonaria Portuguesa não pode esquecer "os longos anos da ditadura" em que o Grande Oriente Lusitano "foi perseguido e interditado e os seus membros sofreram o peso da arbitrariedade, da clandestinidade, da opressão e do cárcer".

"Não pode deixar de se opor veementemente a todas e quaisquer forças que pretendam de novo colocar em causa o Estado de direito constitucional e restringir a liberdade e os direitos universais", acrescenta o grupo.

O GOL explica que este é um apelo que surge num "momento em que os valores da democracia, os direitos humanos e a sabedoria estabelecida na ciência e na lei, ao longo de séculos, são postos em causa por movimentos que disseminam a dissenção, o ódio e o obscurantismo".

A organização maçónica argumenta também que o "mundo vive uma situação de grande incerteza porque os próprios pilares que sustentam a ordem internacional vacilam sob a ameaça do caos e da tirania" e a "lei do mais forte procura substituir-se ao primado da razão e afronta com ímpetos belicosos descontrolados, a busca da concórdia universal".

Este é também o momento, enfatiza o GOL, "em que a Europa e Portugal se veem diretamente acossados, internamente e a partir do exterior, por estas mesmas forças que inesperadamente se agigantam".

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