Em direto
Portugal defronta Dinamarca após saída de Cristiano Ronaldo

"É uma lei que tem de evoluir". IL quer alargar serviços mínimos na educação

"É uma lei que tem de evoluir". IL quer alargar serviços mínimos na educação

Por considerar que é essencial garantir que o direito à greve "não prejudica o percurso escolar dos alunos", sobretudo os mais vulneráveis, a Iniciativa Liberal insiste em tornar obrigatórios os serviços mínimos durante as greves nas escolas em período letivo.

Teresa Borges - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Lusa

O partido voltou a entregar no Parlamento um projeto de lei que propõe alterações à Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.
“É uma lei que tem que evoluir. Tem que haver uma exceção, não só para as situações de exames, mas para o ensino no seu todo”, sublinha em declarações à RTP Antena 1 a deputada Angélique da Teresa.

“O direito e o acesso à educação está inscrito na nossa Constituição. Se nós concordamos que é um direito constitucional, como é também o direito à greve, nós temos de arranjar um equilíbrio”, acrescenta a liberal, defendendo que um direito “não se pode sobrepor ao outro”.

Os liberais querem alargar os serviços mínimos a todo o período letivo e garantir, em particular, a proteção em contextos de vulnerabilidade e necessidades educativas especiais. Angélique da Teresa usa como exemplo os resultados mais recentes do último PISA, o grande estudo da OCDE que revelou que os alunos portugueses estão a perder conhecimentos e competências, para defender que a escola não pode contribuir para alargar desigualdades.
“O ensino não se perde só quando não há professores, também se perde quando há greves e as aulas não são dadas e depois não há uma recuperação de aprendizagens. E os alunos de famílias mais endinheiradas conseguem pagar explicações, enquanto outros não”, refere a deputada da IL, que considera que este cenário “agrava o fosso que a escola deve combater em absoluto”.



Tópicos
PUB