Iniciativa Liberal quer auditoria ao SIRESP: "Já não podemos dar credibilidade absoluta às explicações"

Iniciativa Liberal quer auditoria ao SIRESP: "Já não podemos dar credibilidade absoluta às explicações"

A Iniciativa Liberal (IL) quer que o Governo avance com urgência para uma auditoria extraordinária à gestão do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal) e defende que há demasiadas dúvidas sobre o funcionamento do sistema e sobre a fiscalização dos cerca de "26 milhões de euros que o Estado paga anualmente" pela prestação do serviço.

João Alexandre - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Gregório Cunha - Lusa

Em declarações à RTP Antena 1, Rui Rocha afirma que o escrutínio à gestão da rede de emergência e segurança não fica completo com os pedidos de audição do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e do antigo secretário-geral do MAI, Ricardo Carrilho.

"O SIRESP presta um serviço público e recebe uma minimização compensatória por esse serviço público, mas, neste momento, face às notícias que são conhecidas, nós não sabemos se o pagamento que o Estado faz todos os anos, na ordem dos 26 milhões de euros, é justificado ou não", argumenta.

Segundo o deputado e ex-líder da IL, a auditoria deve esclarecer se o pagamento é "justificado", que procedimento existe e que controlo existe da atividade do sistema que "justifique que os contribuintes portugueses sejam chamados a pagar essa importância".

À RTP Antena 1, Rui Rocha sublinha que o partido pretende que a auditoria seja concretizada através de uma recomendação ao Governo e assinala que a necessidade de fiscalização vai além das dúvidas sobre a capacidade de resposta da rede de comunicações, que tem sido alvo de críticas em diferentes momentos de crise.

“Já não é apenas uma questão de confiança ou não no sistema”, afirmou, recordando que o país já investiu mais de 700 milhões de euros no SIRESP.

O deputado da IL defende ainda que as explicações dadas pelos responsáveis do sistema já não são suficientes para garantir a confiança dos portugueses: “Infelizmente para o país, infelizmente para o SIRESP, nós já não estamos num momento em que possamos dar credibilidade absoluta a esse tipo de proclamações”, declarou, depois de, numa audição no parlamento, o Major-general Viegas Nunes, que lidera a SIRESP S.A., ter recusado falta de escrutínio.

“Estamos no tempo de exercer o escrutínio que é nossa obrigação”, insistiu o deputado, que acrescenta: "O próprio Tenente-General Viegas Nunes assume simultaneamente a presidência do SIRESP e do Conselho de Utilizadores do SIRESP, que tem como atribuições avaliar a prestação do serviço".
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