Jerónimo de Sousa descarta deixar de ser secretário-geral do PCP

Em entrevista à Antena 1, o secretário-geral do PCP não vê razões para deixar a o cargo e garante que continua a merecer confiança dos comunistas.

Antena 1 /

António Cotrim - Lusa

A um mês da conferência nacional do PCP, marcada para 12 e 13 de novembro, Jerónimo de Sousa recusa a ideia de o partido ter perdido influência.

“O declínio do PCP é só eleitoral”, refere. Para Jerónimo de Sousa, o Partido Comunista continua a ser importante para a vida democrática portuguesa.

Sobre as relações com o Partido Socialista e o Governo, o secretário-geral do PCP admite que continua a falar com o primeiro-ministro.

Ninguém saiu zangado com o fim da “geringonça”, mas o diálogo está reduzido a duas pessoas: as conversas são apenas entre ele e o primeiro-ministro.

Já sobre o fim deste acordo político, Jerónimo de Sousa acusa o PS de ter desistido da esquerda, referindo que os socialistas não traíram os parceiros, mas não foram capazes de ir mais longe.
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