Jorge Pinto diz que acusação contra Cotrim é muito grave e apela a que não se culpem vítimas
O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje, a propósito da acusação de assédio contra Cotrim Figueiredo, que não se "confunda a presunção de inocência com a presunção de culpa de uma potencial vítima" e afirmou que a denúncia "é muito grave".
Em declarações antes de uma visita à Casa da Cultura, em Elvas, o candidato presidencial apoiado pelo Livre disse que a queixa contra João Cotrim Figueiredo é um "assunto demasiado sério" para ser "misturado com assuntos da campanha eleitoral", mas ressalvou que não se deve confundir a presunção de inocência com a presunção de culpa.
"A única coisa que eu gostaria de dizer é que não confundamos nunca o que é a legítima presunção de inocência com a presunção de culpa de uma potencial vítima. Isso é uma situação que não devemos tolerar, em particular quando se fala de ataques a mulheres e aos seus direitos", pediu, acrescentando que o "que foi lido na denúncia é algo muito grave".
Jorge Pinto insistiu que não quer fazer deste um assunto "para atacar outro adversário político" e voltou a criticar quem pretende fazer "de uma potencial vítima uma culpada por ter tido a coragem de denunciar uma situação desconfortável e eventualmente um crime".
"De resto, não acho que deva ser assunto do dia da campanha apenas para atacar um adversário político porque as mulheres, incluindo esta senhora que faz a denúncia, merecem todo o nosso respeito e não merecem que façamos disto um assunto que as exponha para lá daquilo que já foi a exposição escolhida pela própria", rematou.
Na segunda-feira, Cotrim Figueiredo frisou que a denúncia de assédio sexual é "absolutamente e completamente falsa" e que vai avançar com uma queixa-crime.
O candidato, apoiado pela IL, repetiu, várias vezes, que a denúncia é "completamente falsa", motivo pelo qual está de "consciência absolutamente tranquila".
Hoje de manhã, trinta mulheres que trabalharam com Cotrim Figueiredo garantiram, numa carta aberta, que "nunca vivenciaram ou presenciaram comportamentos inadequados" do candidato presidencial.