Jorge Pinto diz que ver Seguro a falar da Constituição "mostra bem a validade" da sua candidatura

O candidato presidencial Jorge Pinto considerou hoje que ver António José Seguro a falar da defesa da Constituição "mostra bem a validade" da sua candidatura a Belém e reiterou que vai até ao fim nestas eleições.

Lusa /
Luís Forra - Lusa

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a direção do Hospital de Faro, Jorge Pinto frisou que ver António José Seguro a falar da Constituição para apelar ao voto "já mostra bem a validade" da candidatura a Belém apoiada pelo Livre e voltou a alertar para os riscos de a direita avançar com uma revisão constitucional a qualquer momento.

"Que haja outras candidaturas que estão a ficar despertas desse risco, acho que só mostra bem a importância desta candidatura e a importância de dia após dia termos posto em cima da mesa este risco, porque ele é real", acrescentou.

Sobre quem apoiará numa eventual segunda volta, Jorge Pinto não respondeu diretamente, voltando a apontar para a importância de defender a Constituição de uma eventual revisão feita à direita e a pedir mais definição aos candidatos sobre como farão a proteção da lei fundamental.

"É importante que os outros candidatos, em particular os que se assumem como defensores da Constituição - porque evidentemente não é a minha candidatura a única que é defensora da Constituição - digam como é que essa defesa vai ser feita, porque apenas com palavras bonitas nós não vamos conseguir defender a nossa democracia nem a nossa Constituição", atirou.

Jorge Pinto voltou a ser inquirido sobre a possibilidade de desistir, uma vez que as desistências têm de ser apresentadas até hoje, mas repetiu que esse é um "assunto fechado" e que vai até ao fim.

Disse-se ainda surpreendido por ver comentadores políticos a falarem de eventuais desistências quando já votaram milhares de portugueses antecipadamente.

"Nós não estamos em 96. As únicas desistências que houve na história da nossa campanha - até por ser alguém apaixonado pela política, surpreendo-me que praticamente nenhum comentador tenha falado sobre isto - aconteceram num momento em que a diáspora portuguesa ainda não votava, os emigrantes portugueses ainda não votavam, num momento em que não havia voto antecipado", acrescentou.

Questionado sobre se as sondagens devem ser interpretadas como uma intenção do eleitorado de esquerda de concentrar o voto em Seguro, Jorge Pinto afirmou que "respeita muito a inteligência dos eleitores" e que "nunca vai tentar atacar a inteligência dos eleitores a dizer que estão a reagir ou a votar de maneira A ou B por determinada razão".

O candidato defendeu que os eleitores vão votar no domingo com "a sua inteligência e consciência" e que, por isso, até lá compete-lhe a si e a outros candidatos falar à "inteligência dos portugueses e dizer-lhes que façam bem o processo de reflexão".

"Vamos continuar a marcar a agenda pela positiva, trazendo para cima da mesa os temas que interessam e alertando para os riscos, porque eles são reais, também que a nossa democracia enfrenta, incluindo também em questões como o SNS", frisou.

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