Jorge Pinto refuta críticas de António Filipe e diz que não vai perder tempo a atacar esquerda

O candidato presidencial Jorge Pinto refutou hoje as críticas de António Filipe, que o acusou de ziguezaguear sobre a desistência, afirmando que tem sido coerente e que "não vai gastar um segundo" da campanha a atacar a esquerda.

Lusa /

"Aquilo que eu fiz foi desde o primeiríssimo dia apelar a que houvesse um pacto republicano entre as forças da esquerda. António Filipe foi um daqueles que levou esta proposta com ironia. Catarina Martins tampouco, António José Seguro também não respondeu, portanto, ninguém à esquerda respondeu ao meu apelo. Se há pessoa que teve sempre consciência do momento histórico em que vivemos, fui eu", lamentou.

Jorge Pinto falava aos jornalistas após uma reunião com a Associação Académica de Lisboa no Caleidoscópio, em Lisboa, após questionado sobre as críticas de António Filipe - que falou de candidatos aos "ziguezagues" que fingem nuns dias que vão até ao fim e noutros que desistem - e respondeu que o candidato apoiado pelo PCP "está errado" e que a sua posição foi sempre de uma "coerência tremenda".

O candidato apoiado pelo Livre disse que "se calhar são eles próprios" que estão a ziguezaguear, mas que "não vai gastar um segundo da campanha a atacar outros candidatos de esquerda" porque não se candidatou para isso, mas sim para "falar diretamente aos portugueses".

O candidato insistiu na importância de o país ter um chefe de Estado com a "coragem e firmeza" de defender a Constituição, assegurando que o fará se for eleito e manifestando o desejo de que os restantes candidatos assumam a mesma vontade.

Questionado sobre se as dúvidas geradas em torno da sua continuidade na corrida a Belém poderiam prejudicá-lo no voto antecipado, Jorge Pinto disse que já recebeu "imensas mensagens" de eleitores no estrangeiro que já votaram nele e frisou que "respeita muito a inteligência dos eleitores" e confia na sua interpretação do que foi dito sobre a sua continuidade nas eleições.

O candidato presidencial António Filipe afirmou na quarta-feira que a sua candidatura tem vindo a crescer nesta campanha eleitoral e garantiu não andar aos "ziguezagues" a fingir nuns dias que vai até ao fim e noutros que desiste.

"Não é uma candidatura satélite de nenhuma outra e não ando aqui aos ziguezagues a fazer de conta que vou desistir às segundas, quartas e sextas e a dizer que vou até ao fim às terças, quintas e sábados", disse.

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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