Lei laboral. Ventura acusa Governo de ter mudado de posição "à última da hora"

Lei laboral. Ventura acusa Governo de ter mudado de posição "à última da hora"

O líder do Chega, que votou contra a revisão da lei laboral, acusou o Governo de ter mudado de posição "à última da hora" em relação à descida da idade da reforma.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: João Marques - RTP

Em declarações à RTP no programa “Grande Entrevista”, André Ventura garante que só não houve acordo na legislação laboral porque o primeiro-ministro, Luís Montenegro, travou um entendimento que havia entre o Chega e a ministra do Trabalho.

Ventura garantiu que procurou chegar a um entendimento para a descida da idade da reforma, mas afirmou que o primeiro-ministro "desautorizou a ministra do Trabalho e considerou que não se deve baixar a idade da reforma em nenhuma circunstância”.

Por esta razão, o Chega decidiu votar contra a proposta. “Nós entendemos que devíamos fazer valer a nossa palavra e mostrar ao Governo que temos convicções profundas”, disse Ventura, que salientou que o seu partido “conseguiu trazer para a negociação questões que estavam de fora da discussão”, nomeadamente a questão das férias e do trabalho por turnos.

Em relação à Prestação Social Única (PSU), André Ventura reconhece que foram feitos avanços em alguns pontos, mas noutros não, nomeadamente na questão do tempo contributivo dos imigrantes para que possam receber subsídios.

“Houve assuntos onde se conseguiu avançar, mas este não foi um deles”, disse Ventura durante a conversa com Vítor Gonçalves.

O Chega ficou de fora do acordo do PSD e PS para a PSU. Ventura considera que o seu partido “ficou do lado certo da história”, afirmando que as pessoas “estão habituadas a partidos que se vendem sempre”.

O líder do Chega disse que "vai tudo ficar na mesma" em relação à PSU depois da aproximação entre o Governo e o PS.
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