Leitão Amaro reitera que os portugueses "têm mais dinheiro no bolso" e apela à responsabilidade de PS e Chega

Leitão Amaro reitera que os portugueses "têm mais dinheiro no bolso" e apela à responsabilidade de PS e Chega

Ministro da Presidência afirma que o rendimento líquido dos portugueses aumentou 15% em dois anos e meio de Governo da AD. Em entrevista à RTP, Leitão Amaro fala em Orçamento "equilibrado".

Guilherme de Sousa / Adicionar como fonte informativa
RTP

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reitera que o Governo tem feito um esforço para descer os impostos em Portugal. "Cada vez que se fala em Portugal de impostos, os impostos descem. Isto significa o quê: mais dinheiro no bolso dos portugueses. E por causa disso, também, com o crescimento da economia, ao final de dois anos e meio de Governo, o rendimento líquido dos portugueses, aumentou 15%", disse em entrevista à RTP.

Questionado sobre a proposta do Orçamento que será votada na generalidade, Leitão Amaro coloca a responsabilidade na oposição. "Depende do Parlamento.
Nós confiamos que o OE tem de ser equilibrado como é. Nós consideramos que o país não pode voltar a momentos do passado com défices", defende.

"Nós fizemos uma opção que foi reduzir, a praticamente zero, o cálculo do saldo orçamental, porque entendemos que era momento em que deveríamos devolver, deixar no
bolso dos portugueses, tudo o que fosse possível até ao momento em que entraríamos em desiquilíbrio, que nós sabemos todos que se paga muito caro", acrescenta,
sublinhando que essa é uma "opção com uma margem muito apertada".

Quanto à oposição, sobre a eventualidade de apresentação de propostas "populares" por parte do Chega e, num cenário de aprovação por parte do PS, Leitão Amaro recorda que
esse cenário "já aconteceu". "Esperemos que sejam responsáveis. Já vimos isso acontecer no passado, esses casamentos entre o PS e o Chega, e sempre para tentar abrir buracos
no Orçamento e numa lógica populista que muitas vezes enganadoras para os portugueses."

O ministro da Presidência rejeita que a proposta orçamental contemple qualquer corte na Saúde. "Sabemos que podemos comprar mais, gastando menos", responde, negando que haja qualquer corte na área da Saúde. "Todas as comparações de despesa com o ano de 2026 têm de ser vistas desta forma. Comparar o que foi a despesa normal e a enorme despesa de investimento que nós conseguimos fazer porque executámos todo o PRR. Ora, esta verba do PRR foi excecional. Se retirarmos isso, o orçamento da Saúde sobre 3%", assinala.

Questionado sobre o descongelamento das propinas, Leitão Amaro critica as propostas da oposição, sublinhando que "a Educação tem um custo e alguém tem de o pagar". 
Se nós dissermos que o preço tem de ficar tabelado, nós estamos a dizer que o estudante da família mais rica e o estudante da família mais pobre pagam ambos aquele valor, mesmo que o da família mais rica pudesse pagar um pouco mais", justifica. 

"A nossa opção é atualizar à inflação o preço de um serviço de que beneficiam e, ao mesmo tempo, aumentar em centenas de milhões de euros a ação social para dar a oportunidade a outros jovens que de outra forma não podiam", acrescenta. 

Sobre os protestos em França, associados às condições das escolas e da comunidade educativa, Leitão Amaro rebate os apelos "de alguns partidos da Esquerda" para uma ação idêntica em Portugal. "Sabemos que estamos em Portugal num momento em que a economia cresce mais do que em praticamente todos os países da Europa." 



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