Lítio. Ex-secretário de Estado acusa Matos Fernandes de favorecimento

Jorge Costa Oliveira diz que a declaração de Matos Fernandes ao jornal Politico foi assassina e teve como objetivo pôr em causa as negociações com investidores internacionais.

RTP /
O antigo secretário de Estado da internacionalização e amigo pessoal de António Costa acusa o ministro do Ambiente de ter interferido politicamente no negócio de lítio em Montalegre avaliado em cerca de 500 milhões de euros.

O ministro do Ambiente anunciou que a licença de exploração por 20 anos, concedida à empresa Lusorecursos, vai ser revogada por falta de profissionalismo.

Confrontado pela RTP com o facto deste processo ainda estar em fase de avaliação pela Agência portuguesa do ambiente, Matos Fernandes corrigiu e disse que a revogação da licença só acontecerá se até ao final do prazo - a 13 de agosto - a Lusorecursos não apresentar um estudo mais profissional.

Estas declarações fizeram estalar o verniz do ex-colega de governo, Costa Oliveira, que se tornou consultor da Lusorecursos três meses antes da empresa conseguir uma polémica concessão de exploração de litio em Montalegre por 20 anos.

A investigação do Sexta às 9 deu origem a um inquérito-crime no DCIAP que investiga suspeitas de favorecimento no governo.

Costa Oliveira garante-nos, em exclusivo, que o Governo não favoreceu a Lusorecursos, na altura, mas está agora a favorecer a Savana, empresa participada pela Galp.
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