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Livre quer ouvir administração da ULS Almada-Seixal no Parlamento sobre suspensão das IVG

Livre quer ouvir administração da ULS Almada-Seixal no Parlamento sobre suspensão das IVG

O Livre pediu hoje a audição urgente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) sobre a suspensão das interrupções voluntárias da gravidez (IVG) no hospital Garcia de Orta.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
António Antunes - RTP

Num requerimento enviado hoje ao presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, o Livre diz que as notícias recentes a dar conta da suspensão das IVG no Hospital Garcia de Orta suscitam "questões relevantes" quanto "à capacidade de resposta da ULSAS para assegurar o acesso atempado e seguro à IVG" e às razões que levaram a esta interrupção.

O partido pretende perceber a "solução adotada pela ULSAS para assegurar a continuidade desta resposta" e a "previsão e as condições para a retoma da realização de IVG no Hospital Garcia de Orta".

"Considerando a relevância do acesso atempado e seguro à IVG e a necessidade de assegurar que a reorganização temporária da resposta não cria obstáculos ou atrasos no acesso à IVG, entende o Grupo Parlamentar do Livre que a Comissão de Saúde deve obter os devidos esclarecimentos junto do Conselho de Administração da ULSAS", salienta o partido.

A bancada do Livre sublinha ainda que o "Hospital Garcia de Orta tem desde abril centralizado a urgência de ginecologia e obstetrícia da península de Setúbal, tendo sido reportadas várias dificuldades na sua implementação", considerando que "volvidos vários meses será relevante fazer o ponto de situação e a avaliação da implementação da urgência regional".

O Bloco de Esquerda pediu, na terça-feira, a audição parlamentar urgente da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre a mesma matéria, considerando haver o risco de este ser apenas "um direito no papel".

Em resposta à Lusa depois das denúncias das comissões de utentes, a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, da qual faz parte o Hospital Garcia de Orta, confirmou que não está "a ser possível, neste momento, garantir resposta atempada às mulheres que pretendem avançar com a interrupção voluntária da gravidez".

Por isso, "a ULS Almada-Seixal (ULSAS), mantendo o seu compromisso assistencial, firmou protocolo com um estabelecimento oficialmente reconhecido pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para a realização de interrupção da gravidez por opção da mulher", acrescentou, sem precisar o local.

A ULSAS adiantou ainda que "a solução temporária encontrada permite assegurar resposta atempada e segura às mulheres, sendo expectativa da ULSAS retomar a resposta interna brevemente".

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