Luís Neves assume: "Cometi um ou outro erro e já o reconheci"

Luís Neves assume: "Cometi um ou outro erro e já o reconheci"

O ministro da Administração Interna assumiu esta tarde na Madeira ter já cometido "um ou outro erro, que já reconheci, com toda a humildade".

RTP / Adicionar como fonte informativa
Homem de Gouveia - Lusa

(em atualização)

O ministro da Administração Interna voltou esta terça-feira a quebrar o silêncio, depois de ter prometido falar sobre as polémicas que o têm atingido.

"Combati todo o tipo de crime violento. Combati o terrorismo, o tráfico de droga, o crime organizado, as organizações violentas e algumas das mais graves ameaças de segurança ao nosso país", começou por dizer na intervenção pública, ao relembrar as suas funções na Direção Nacional da Polícia Judiciária.

Enquanto responsável da PJ, frisou Luís Neves, investigou "sempre com provas", porque "sem provas não há acusação, há difamação".

"Há quem condene aversários sem provas. Esta é a diferença entre o estado de direito e a política da suspeita permanente. Da criação de um caos que dá jeito", continuou. "Lança-se uma acusação grave, sabendo que será repetida dia após dia, (...) mesmo que nunca venha a ser demonstrada".

E acrescentou: "nunca será porque não existe".

Segundo o ministro da Administração Interna, este tipo de acusações são lançadas "sempre com o oportuno pretexto de grandes investigações jornalísticas, sustentadas na inveja e na falsidade daqueles que eu próprio afastei".

Luís Neves argumentou que, assim, se transformam práticas comuns e legais, "validadas judicialmente, em crimes". E deu exemplos nos quais está envolvido: "ando com um carro de um traficante de droga que a PJ deteve e a Justiça condenou (...) - crime.



Luís Neves admite ter cometido alguns erros e de o ter reconhecido, mas sublinhou antes que tudo o que fez foi aplicar a lei colocando os meios apeendidos à disposição das polícias e da luta contra o crime.
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