Luís Neves defende a ação da polícia

Luís Neves defende a ação da polícia

O ministro da Administração Interna diz que a policia agiu consoante a lei. Luís Neves garante que a ação não teve carga policial. Apesar de lamentar os feridos e de reconhecer a crise da habitação como uma causa justa, o MAI diz que não viu nenhuma atuação "desproporcional".

RTP /
Em resposta à questão sobre a origem da ordem para a atuação das forças da ordem, Luís Neves sublinhou que as intervenções policiais, em Lisboa e no Porto, foram decisões da PSP. O ministro da Administração Interna acrescentou que sempre que exista violação da lei é "desejável que tudo se faça" para repor a ordem pública.

"Nenhuma força de segurança precisa de indicações para cumprir a lei. Cada força de segurança tem a sua autonomia técnica, tática e operacional. Naturalmente, estamos a falar do cumprimento da lei, nunca na História foi preciso que uma força precisasse de qualquer indicação para a fazer cumprir", afirmou Luís Neves, em declarações aos jornalistas em Celorico de Basto, à margem da cerimónia comemorativa do Dia Distrital dos Bombeiros de Braga.

"Quando existe uma violação da lei, é normal, é aceitável, é desejável que tudo se faça para que essa ordem pública seja reposta. Portanto, sempre que haja uma situação de ilegalidade, estamos a falar da ocupação do espaço público, o espaço público que é de todos, tem de ser usufruído por todos, esse espaço tem de ser restituído à liberdade e foi isso que as forças de segurança fizeram", sublinhou o ministro que tutela a Administração Interna.

Acerca da possibilidade de a operação da polícia ter sido desproporcional, o ministro explica: "Eu acompanhei a ação [policial]. Só vi, uma única vez, face a uma manifesta oposição, a que um bastão tenha sido utilizado. O que eu vi e acho que vimos todos foi força física para fazer cumprir a lei e o estado de direito".
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