Marcelo admite veto a lei que altera financiamento dos partidos

À saída do Hospital Curry Cabral, o Presidente da República recusou revelar o que já decidiu e admitiu tanto a hipótese de veto como a de promulgação à lei controversa. "Decidirei na altura em que entender", afirmou. O prazo para promulgação ou veto termina dia 11 de janeiro.

RTP /
Marcelo rebelo de Sousa a abandonar o Hospital Curry Cabral pouco antes das 13 horas do dia 31 de dezembro de 2017 José Sena Goulão - Lusa

Marcelo esclareceu que não enviou para o Tribunal Constitucional o diploma de alteração ao financiamento dos partidos para uma fiscalização preventiva.

"Entendi que não o devia pedir", afirmou, agora que passou o prazo e mais nenhuma entidade avançou com um pedido.

Nos próximos dias úteis "decidirei uma de duas coisas: ou promulgo e envio para o devido efeito deferindo e publicação, ou envio uma mensagem à Assembleia da República e explicar o veto político".

Marcelo recusou revelar se já decidiu a resposta a dar.

"Decidirei na altura em que entender e decidirei no momento em que entender", rematou, antes de abandonar o Hospital Curry Cabral ao fim da manhã.

O Presidente teve alta depois de três dias de internamento devido a uma cirurgia a uma hérnia umbilical.

À saída, deixou elogios ao Serviços Nacional de Saúde e agradeceu à equipa médica.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu para não ser incomodado nas próximas 48 horas.

O Presidente vai descansar em casa e preparar a mensagem de Ano Novo.
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