Política
Marcelo assinala existência de “formas especiais de elogio” após declarações de Wolfgang Schäuble
O Presidente da República assinalou esta quinta-feira que há quem recorra a uma “forma especial de elogio” e que prefira alertar para os perigos de um “resultado menos positivo no futuro”. O comentário de Marcelo surge um dia depois de Wolfgang Schäuble ter voltado a duvidar da capacidade de Portugal evitar um novo resgate financeiro.
Marcelo Rebelo de Sousa, que falava durante uma conferência sobre cooperativismo financeiro, em Lisboa, contou que nos seus tempos de estudante a maior parte dos colegas elogiava as suas boas notas, considerando-as "resultados merecidos, pelo esforço, pelo trabalho".
Mas o chefe de Estado notou que havia um colega que tinha uma reação diferente, dizia-lhe que "esperava muito pior" e recomendava-lhe "cuidado" para não descer as notas.
"E eu nunca deixei de ser amigo desse meu amigo, e sempre considerei que era uma forma especial de elogio, porque os elogios são um bocadinho moldados de acordo com a personalidade de quem os formula", afirmou o Presidente da República, provocando alguns risos na sala.
Prosseguindo o paralelo entre os seus resultados escolares e os resultados económicos e financeiros do último ano, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "Há quem formule juízos, que eu tomo como elogios, mas que partem do princípio: isto não era expectável - e não era”.
“Foi fruto de um contexto e de muita pressão - porventura, mas de muito trabalho dos portugueses -; cuidado, porque nunca se sabe se não haverá a probabilidade de um resultado menos positivo no futuro", continuou.
"E esse é o lado que eu tomo do elogio como sendo pedagógico", concluiu.
O Presidente da República começou a referência ao seu passado de estudante, assinalando que se recordava deste tempo quando ouve “comentários internos e externos sobre aquilo que foi feito no último ano”.
O comentário de Marcelo Rebelo de Sousa surge precisamente um dia depois do ministro alemão das Finanças ter voltado a apresentar dúvidas sobre a capacidade de Portugal em evitar um novo resgate.
Segundo citação da agência financeira Bloomberg, Wolfgang Schäuble disse na quarta-feira que Portugal se deve certificar de que "não precisa" de um resgate e lembrou que a pressão imposta pelos planos de resgate "funcionou bem".
O primeiro-ministro tinha já na quarta-feira respondido com os dados económicos positivos da economia portuguesa, salientando que "contra factos não há argumentos".
Marcelo elogia mas pede mais
Antes da referência aos "comentários internos e externos", Marcelo Rebelo de Sousa salientou os resultados obtidos em matéria de crescimento económico, redução do desemprego, entre outros, e a trajetória das finanças públicas, referindo que se criaram condições para "a possível, embora ainda não decidida, saída do Procedimento por Défices Excessivos".
Segundo o Presidente da República, esses resultados podem ser vistos face às "expectativas de há um ano" ou com "um juízo de exigência em relação ao futuro".
"Não podemos ficar pela contemplação daquilo que é a diferença entre as expectativas e a sua superação. Temos de superar a superação", apelou, insistindo que Portugal precisa "de crescer claramente acima de dois por cento".
c/ Lusa
Mas o chefe de Estado notou que havia um colega que tinha uma reação diferente, dizia-lhe que "esperava muito pior" e recomendava-lhe "cuidado" para não descer as notas.
"E eu nunca deixei de ser amigo desse meu amigo, e sempre considerei que era uma forma especial de elogio, porque os elogios são um bocadinho moldados de acordo com a personalidade de quem os formula", afirmou o Presidente da República, provocando alguns risos na sala.
Prosseguindo o paralelo entre os seus resultados escolares e os resultados económicos e financeiros do último ano, Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: "Há quem formule juízos, que eu tomo como elogios, mas que partem do princípio: isto não era expectável - e não era”.
“Foi fruto de um contexto e de muita pressão - porventura, mas de muito trabalho dos portugueses -; cuidado, porque nunca se sabe se não haverá a probabilidade de um resultado menos positivo no futuro", continuou.
"E esse é o lado que eu tomo do elogio como sendo pedagógico", concluiu.
O Presidente da República começou a referência ao seu passado de estudante, assinalando que se recordava deste tempo quando ouve “comentários internos e externos sobre aquilo que foi feito no último ano”.
O comentário de Marcelo Rebelo de Sousa surge precisamente um dia depois do ministro alemão das Finanças ter voltado a apresentar dúvidas sobre a capacidade de Portugal em evitar um novo resgate.
Segundo citação da agência financeira Bloomberg, Wolfgang Schäuble disse na quarta-feira que Portugal se deve certificar de que "não precisa" de um resgate e lembrou que a pressão imposta pelos planos de resgate "funcionou bem".
O primeiro-ministro tinha já na quarta-feira respondido com os dados económicos positivos da economia portuguesa, salientando que "contra factos não há argumentos".
Marcelo elogia mas pede mais
Antes da referência aos "comentários internos e externos", Marcelo Rebelo de Sousa salientou os resultados obtidos em matéria de crescimento económico, redução do desemprego, entre outros, e a trajetória das finanças públicas, referindo que se criaram condições para "a possível, embora ainda não decidida, saída do Procedimento por Défices Excessivos".
Segundo o Presidente da República, esses resultados podem ser vistos face às "expectativas de há um ano" ou com "um juízo de exigência em relação ao futuro".
"Não podemos ficar pela contemplação daquilo que é a diferença entre as expectativas e a sua superação. Temos de superar a superação", apelou, insistindo que Portugal precisa "de crescer claramente acima de dois por cento".
c/ Lusa