Marcelo com perspetivas de ganhar à primeira volta

Marcelo com perspetivas de ganhar à primeira volta

A sondagem realizada pela Universidade Católica coloca Marcelo Rebelo de Sousa com uma estimativa de resultados de 62 por cento, o que significaria que, se as eleições fossem hoje, seria eleito sem dúvida à primeira volta, indo buscar votos à direita, mas também a PS, Bloco de Esquerda e CDU. O segundo candidato mais bem colocado é Sampaio da Nóvoa que aparece longe de Marcelo, com uma diferença de 47 pontos percentuais, seguido de perto por Maria de Belém.

Ana Sofia Rodrigues - RTP /
Marcelo Rebelo de Sousa num almoço com a CIP José Coelho - Lusa

Na corrida a Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa é líder isolado na sondagem para a RTP, Antena 1, JN e DN. Reúne 62 por cento das intenções de voto dos inquiridos. Todos os outros candidatos juntos ficam-se pelos 37 por cento das intenções.

Sampaio da Nóvoa reúne, em termos de estimativa de resultados eleitorais, 15 por cento das intenções de voto, seguido de perto por Maria de Belém, com 14 por cento.

Marisa Matias, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda tem 3 por cento das intenções de voto, o mesmo valor atingido por Edgar Silva, apoiado pelo PCP. Paulo Morais e Henrique Neto têm estimativas de receberem, cada um, 1 por cento dos votos.



Nas estimativas feitas nesta sondagem, 2 por cento das intenções de voto dividem-se por outros candidatos, enquanto 4 por cento dos inquiridos diz que irá votar branco ou nulo.
 
Há ainda um número significativo de inquiridos que não responderam ou estão indecisos. Ao todo totalizam 30 por cento.



As estimativas de resultados eleitorais são obtidas calculando a percentagem de intenções diretas de voto em cada candidato em relação ao total de votos válidos e redistribuindo os indecisos proporcionalmente. São apenas consideradas intenções e inclinações de voto de inquiridos que dizem ter a certeza que vão votar.

A intenção direta de voto registada é a seguinte:



Esta sondagem foi realizada nos dias 5 e 6 de dezembro e regista 1183 inquéritos válidos. A margem de erro é de 2,9 por cento, com um nível de confiança de 95 por cento.
Eleito à primeira volta
Os autores da sondagem realçam que estes resultados são um espelho da distribuição das intenções de voto no momento de inquirição e não previsões de resultados eleitorais. Estes poderão ainda ser alterados pela campanha eleitoral e o foco dos media nas eleições.

Mesmo ressalvando estas potenciais alterações no sentido de voto, o estudo refere que, em função da diferença que agora se verifica, “é pouco provável que as alterações sejam suficientes para impedir a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa à primeira volta”.
A percentagem de indecisos à esquerda é maior do que a percentagem de indecisos à direita.
O candidato ganha nos eleitorados de todos os principais partidos: 72 por cento dos eleitores do Portugal à Frente, 26 por cento dos eleitores PS, 30 por cento entre os votantes do BE e 31 por cento entre os eleitores da CDU.

O maior apoio dado a Sampaio da Nóvoa e a Maria de Belém surge, naturalmente, dos eleitores do PS (18 por cento para cada um dos candidatos).

Já Edgar Silva obtém 22 por cento de apoio entre o eleitorado da CDU, que é, aliás, o único onde recolhe apoios, não se verificando qualquer intenção de voto no candidato apoiado pelo PCP vinda dos eleitores dos restantes partidos.

Marisa Matias reúne o apoio de 10 por cento dos eleitores do Bloco de Esquerda e apenas 1 por cento dos eleitores do PS e um por cento dos eleitores da coligação de direita afirmam intenção de votar nesta candidata.
Segunda volta?
Ainda que os números da sondagem revelem que a segunda volta é pouco provável, Marcelo Rebelo de Sousa volta a surgir à frente, destacado.

Numa segunda volta entre Marcelo e Maria de Belém, Marcelo reúne a preferência de 57 por cento dos inquiridos e Maria de Belém 17 por cento. Há 26 por cento de indecisos neste cenário.

Neste caso, Marcelo recebe o apoio de 86 por cento dos eleitores da PàF, 40 por cento dos eleitores do PS, 51 por cento dos eleitores da CDU e 40 por cento dos votantes do Bloco de Esquerda.
A segunda volta só será convocada se nenhum dos candidatos tiver mais de 50 por cento dos votos na primeira volta.
Se for Sampaio da Nóvoa a chegar à segunda volta das eleições presidenciais, a vitória por 57 por cento mantém-se para Marcelo Rebelo de Sousa e Sampaio da Nóvoa recebe 17 por cento das intenções de voto. Há, também aqui 26 por cento de indecisos neste cenário.

Neste confronto com Sampaio da Nóvoa, Marcelo recebe o apoio de 85 por cento dos eleitores da PàF, 45 por cento dos eleitores do PS, 48 por cento dos eleitores da CDU e 40 por cento dos votantes do Bloco de Esquerda.

Nesta sondagem, 72 por cento dos inquiridos afirma que vai votar de certeza, 12 por cento revelam que em princípio iriam votar, 6 por cento não sabe se vai votar e 10 por cento garante que não irá votar ou não tenciona fazê-lo.

Ficha técnica

Esta sondagem foi realizada pelo CESOP–Universidade Católica Portuguesa para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias nos dias 5 e 6 de dezembro de 2015. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram selecionadas aleatoriamente dezoito freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II e por freguesias com mais e menos de 3200 recenseados. A seleção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das últimas eleições legislativas nesse conjunto de freguesias (ponderado o número de inquéritos a realizar em cada uma) estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos. Os domicílios em cada freguesia foram selecionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o próximo aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1183 inquéritos válidos, sendo 58% dos inquiridos do sexo feminino, 34% da região Norte, 20% do Centro, 34% de Lisboa, 5% do Alentejo e 7% do Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição de eleitores residentes no Continente por sexo, escalões etários, região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral e das estimativas do INE. A taxa de resposta foi de 69%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1183 inquiridos é de 2,9%, com um nível de confiança de 95%.

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