Marcelo considera que portugueses têm "ideia muito clara" sobre candidatos a Belém

"Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo. Eu acho que esta campanha teve mais debates, entrevistas, depoimentos, testemunhos, do que qualquer outra campanha, mesmo a de 1986".

Lusa /
Nuno Patrício - RTP

O Presidente da República considerou hoje que os portugueses têm uma "ideia muito clara" sobre os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das presidenciais e disse estar ele próprio esclarecido, mas rejeitou comentar os seus perfis.

"Eu acho que os portugueses, depois desta campanha toda e pré-campanha, têm uma ideia muito clara, tinham uma ideia muito clara na primeira volta, têm uma ideia muito clara na segunda volta. Eu estou esclarecido", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas à chegada a um hotel em Estrasburgo, onde, esta quarta-feira, irá participar numa sessão do Parlamento Europeu comemorativa dos 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE).

Questionado se já sabe em quem é que vai votar na segunda volta, o Presidente da República não respondeu diretamente, frisando apenas que, desta vez, ao contrário da primeira volta, já não vai votar antecipadamente, mas no dia da eleição, e, questionado novamente pelos jornalistas se está esclarecido quanto aos candidatos, reiterou que sim.

"Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo. Eu acho que esta campanha teve mais debates, entrevistas, depoimentos, testemunhos, do que qualquer outra campanha, mesmo a de 1986", afirmou.

No entanto, Marcelo recusou-se a comentar os perfis de António José Seguro ou de André Ventura, frisando que esta é a "altura do silêncio" e que, "quando há segundas voltas, o Presidente em funções não se pronuncia, nomeadamente sobre os resultados da primeira volta".

"Portanto, não se dirige a ninguém sobre essa matéria e acompanha, como qualquer cidadão português. Até mais limitado", disse.

O Presidente da República saudou ainda o facto de a participação eleitoral na primeira volta ter "subido muito", o que considerou "muito positivo para a democracia", recordando que, em 1986, se repetiu uma "participação de voto muito significativa".

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