Política
Marcelo critica exigência "estranha" apresentada por Cavaco a Costa
Cavaco manifestou-se e sucedem-se as reações. O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa elogia algumas das exigências de Cavaco, mas critica o Presidente por levantar dúvidas quanto à estabilidade do sistema financeiro. O Bloco de Esquerda sublinha o "recuo" de Belém ao abrir a porta a um executivo socialista. O PCP é mais duro e acusa o Presidente de "procurar subverter a Constituição".
Cavaco Silva pediu garantias a António Costa. Os comentários às condições colocadas por Belém sucedem-se depois da manifestação do Presidente. Para Marcelo Rebelo de Sousa, que lidera as sondagens à sucessão de Cavaco, há uma exigência “estranha e insólita”.
“Parece-me estranha a exigência relativa ao sistema financeiro, falando da situação e do equilíbrio do sistema financeiro. Deixa dúvidas sobre se o sistema financeiro está neste momento em crise, que não está", critica o antigo líder social-democrata.
Marcelo aponta o dedo ao facto de se levantarem dúvidas quanto à estabilidade do setor financeiro, mas até elogia algumas das exigências de Cavaco.
"Parece-me bem a exigência de que a base de apoio garanta a confiança ao Governo, parece-me bem a garantia da aprovação do primeiro orçamento”, especificou o candidato.
"Recuo" de Cavaco
Também o Bloco de Esquerda vê aspetos positivos na postura do Presidente. O partido “regista o recuo” da Presidência “quanto à sua objeção à formação de um governo do Partido Socialista viabilizado pelos partidos à sua esquerda no Parlamento”.
Em comunicado, o partido de Catarina Martins diz que aguarda agora “o desenvolvimento dos contactos entre o Presidente da República e o secretário-geral do PS e os passos para uma rápida indigitação do novo primeiro-ministro”.
Por sua vez, Marisa Matias, candidata do Bloco de Esquerda a Belém, critica o Presidente, a quem acusa de querer tornar-se um “político dos sete instrumentos”. A eurodeputada considera que as exigências de Cavaco estão exclusivamente relacionadas com o programa do Governo.
Palavras menos simpáticas chegaram do bastião comunista. O secretário-geral do PCP acusa Cavaco de “nova tentativa [para] subverter a Constituição”, ao apresentar um “novo pretexto de obstaculização institucional da solução governativa existente”.
Jerónimo de Sousa acusa ainda Cavaco de, “cinquenta dias depois das eleições”, dar um novo passo para a “degradação da situação política”.
Seis exigências
Estas reações surgem depois de o Presidente da República ter recebido António Costa no Palácio de Belém, a quem encarregou de apresentar “uma solução governativa estável, duradoura e credível”.
Na nota da Presidência da República, Cavaco Silva expressa “dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura”.
O Presidente exige seis garantias a António Costa, entre as quais está a aprovação de moções de confiança e dos Orçamentos do Estado, em particular o de 2016. Cavaco quer ainda que esteja garantido o cumprimento das regras de disciplina orçamental da União Europeia, bem como os compromissos de Portugal no âmbito das organizações de defesa coletiva, onde se inclui o dossier NATO.
Cavaco quer também assegurar-se que esteja garantido o papel do Conselho Permanente de Concertação Social e a estabilidade do sistema financeiro.
c/ Lusa
“Parece-me estranha a exigência relativa ao sistema financeiro, falando da situação e do equilíbrio do sistema financeiro. Deixa dúvidas sobre se o sistema financeiro está neste momento em crise, que não está", critica o antigo líder social-democrata.
Marcelo aponta o dedo ao facto de se levantarem dúvidas quanto à estabilidade do setor financeiro, mas até elogia algumas das exigências de Cavaco.
"Parece-me bem a exigência de que a base de apoio garanta a confiança ao Governo, parece-me bem a garantia da aprovação do primeiro orçamento”, especificou o candidato.
"Recuo" de Cavaco
Também o Bloco de Esquerda vê aspetos positivos na postura do Presidente. O partido “regista o recuo” da Presidência “quanto à sua objeção à formação de um governo do Partido Socialista viabilizado pelos partidos à sua esquerda no Parlamento”.
Em comunicado, o partido de Catarina Martins diz que aguarda agora “o desenvolvimento dos contactos entre o Presidente da República e o secretário-geral do PS e os passos para uma rápida indigitação do novo primeiro-ministro”.
Por sua vez, Marisa Matias, candidata do Bloco de Esquerda a Belém, critica o Presidente, a quem acusa de querer tornar-se um “político dos sete instrumentos”. A eurodeputada considera que as exigências de Cavaco estão exclusivamente relacionadas com o programa do Governo.
Palavras menos simpáticas chegaram do bastião comunista. O secretário-geral do PCP acusa Cavaco de “nova tentativa [para] subverter a Constituição”, ao apresentar um “novo pretexto de obstaculização institucional da solução governativa existente”.
Jerónimo de Sousa acusa ainda Cavaco de, “cinquenta dias depois das eleições”, dar um novo passo para a “degradação da situação política”.
Seis exigências
Estas reações surgem depois de o Presidente da República ter recebido António Costa no Palácio de Belém, a quem encarregou de apresentar “uma solução governativa estável, duradoura e credível”.
Na nota da Presidência da República, Cavaco Silva expressa “dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura”.
O Presidente exige seis garantias a António Costa, entre as quais está a aprovação de moções de confiança e dos Orçamentos do Estado, em particular o de 2016. Cavaco quer ainda que esteja garantido o cumprimento das regras de disciplina orçamental da União Europeia, bem como os compromissos de Portugal no âmbito das organizações de defesa coletiva, onde se inclui o dossier NATO.
Cavaco quer também assegurar-se que esteja garantido o papel do Conselho Permanente de Concertação Social e a estabilidade do sistema financeiro.
c/ Lusa