Marcelo diz que jornal Observador não é apaixonado pela sua coabitação com o Governo

O Presidente da República agradeceu hoje o contributo do Observador para o pluralismo comunicacional em Portugal, considerando que este jornal `online` nem sempre foi adepto do seu estilo e muito menos da coabitação com o atual Governo.

Lusa /

Marcelo Rebelo de Sousa falava numa conversa com José Manuel Fernandes, que está à frente da direção editorial do Observador, durante a festa do quinto aniversário deste órgão de comunicação social, que foi transmitida em direto no seu portal na Internet.

"Nem sempre o Observador foi apaixonado pela minha candidatura, foi apaixonado pela minha eleição, foi apaixonado pelo meu estilo, foi apaixonado pelo meu desempenho. E, decididamente, não é apaixonado pela coabitação que eu mantenho com um Governo de esquerda", disse o chefe de Estado.

Segundo o Presidente da República, isso deixa-o "mais à vontade" para falar do seu "sucesso como jornal digital".

Dirigindo-se para José Manuel Fernandes, acrescentou: "Isto põe-nos os dois mais à vontade, sendo certo que é muito importante para o pluralismo comunicacional e para a renovação da comunicação social aquilo que o Observador representou, representa e vai representar - não é mais cinco anos, é indefinidamente".

No início desta conversa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que há cinco anos esteve nas instalações do Observador e que na altura o apontou como "federador da reflexão das direitas, do centro às várias direitas, portanto, um anti-estatista" e defensor "de um novo estilo de fazer política, de intervir politicamente na sociedade, com uma visão de mudança geracional".

"Eu disse assim: se e quando à direita houver um refluxo, provavelmente o que fica é o Observador. Não sei se se lembra disso, mas eu lembro-me de ter dito isso", referiu.

No seu entender, o Observador "conseguiu ser um sucesso como jornal digital, conseguiu afirmar-se como generalista", manteve "a dinâmica de mudança geracional" e neste período "marcou muito a agenda - e não só política, depois estendeu-se a outros campos: económica, social, comportamental, doutrinária".

"Isso é um facto que eu reconheço e que agradeço", declarou.

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