Marcelo promulga novo estado de emergência e alerta contra ilusões sobre a vacinação

O presidente da República mandou assinar o decreto da renovação do estado de emergência e emitiu uma mensagem recordando "o contrato de confiança que essa renovação pressupõe entre todos os Portugueses". A renovação, argumenta, é tanto mais importante quanto seria ilusório esperar que a vacinação abranja um grande número de pessoas logo em janeiro.

RTP /
Miguel Figueiredo Lopes, Reuters

Marcelo Rebelo de Sousa insiste no dilema: "Ou celebramos o Natal com bom senso, maturidade cívica e justa contenção, ou janeiro conhecerá, inevitavelmente, o agravamento da pandemia".

A mensagem presidencial prossegue com um alerta sobre as expectativas infundadas que o anúncio de uma ampla campanha de vacinação inevitavelmente tende a suscitar: "Não haverá senão um número muito pequeno de vacinados em janeiro – os que tiverem recebido a segunda dose a partir de 27 de janeiro –, e, muito menos haverá, nem em janeiro, nem nos meses imediatos, os milhões de vacinados necessários para assegurar uma ampla imunização que trave a pandemia".

Por isso mesmo, é necessário renovar o que designa como uma "contrato de confiança" que não é só entre os políticos e o povo, mas entre todas as pessoas "que sofrerão na vida, na saúde, no desemprego, nos rendimentos, por causa do que tivermos feito ou deixado de fazer neste Natal".

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