Política
Marcelo quer "investigação que apure responsabilidades" em Tancos
O Presidente da República defendeu esta tarde "uma investigação que apure tudo, factos e responsabilidades" no que respeita ao furto de material de guerra nos paióis de Tancos.
Marcelo Rebelo de Sousa abordou este assunto pela primeira vez no final da inauguração do novo edifício do Hospital de Sant`ana, na Parede, depois de ontem, sábado, quando foi abordado pelos jornalistas em Bruxelas, ter recusado comentar o assunto.
"Primeiro, não haver dúvidas que se deve investigar até ao fim em matéria de factos e responsabilidades", defendeu o Presidente da República, elencando as três questões que considera cruciais neste processo além da investigação."Segundo, que tem de se prevenir o futuro para que não haja de seis em seis anos furtos destes e com gravidade crescente", prosseguiu, numa referência ao furto de há sete anos, em 2010, no Carregado, concelho de Alenquer.
Em terceiro lugar, o chefe de Estado pediu que se investigue se existe alguma ligação entre este furto e outros dois que disse terem acontecido "nos últimos dois anos em países membros da NATO, um deles há poucos meses (...) Foram vários os furtos que parecem ter semelhança com este, tem de se apurar se sim ou se não".
Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ainda que, "se no percurso da investigação, que ainda não está no fim, for necessário tomar medidas cautelares", elas devem ser tomadas.
"Se for necessário tomar medidas que são meramente destinadas a facilitar a investigação, faz sentido tomá-las", disse, sem estabelecer uma ligação com as cinco exonerações anunciadas ontem pelo chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte.
c/ Lusa