Marcelo respeita decisão da ministra da Administração Interna

Marcelo respeita decisão da ministra da Administração Interna

O Presidente da República afirmou compreender a demissão da ministra da Administração Interna, que entendeu não ter "condições pessoais e políticas" para se manter no cargo, perante a "situação complexa" das últimas semanas.

RTP /
Questionado pelos jornalistas à saída da Culturgest, em Lisboa, se considera tardia a demissão de Maria Lúcia Amaral e se entende que é preciso alguém com outro perfil para o cargo, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a responder a estas perguntas, e referiu que foi a ministra quem "ponderou as circunstâncias" e "entendeu que não tinha condições pessoais e políticas" para continuar em funções.

"Naturalmente que é uma situação complexa esta que vivemos nestas últimas semanas e, portanto, perante isso, há que respeitar essa vontade da senhora ministra. E o senhor primeiro-ministro compreendeu isso, transmitiu. Eu compreendi e aceitei. E agora amanhã [quarta-feira] veremos, falaremos ou não", acrescentou.

O chefe de Estado salientou que "a lei orgânica do Governo prevê que quando isto acontece, numa circunstância em que não é possível substituir de imediato o membro do Governo, o primeiro-ministro assume as funções, que foi o que aconteceu".

"O senhor primeiro-ministro, portanto, vai assumir as funções [de tutela do Ministério da Administração Interna], desde o momento em que a exoneração se efetiva -- efetiva-se com a publicação no Diário da República e assume essas funções. E depois, naturalmente, apresentará uma proposta ao Presidente da República para o futuro", completou.

A demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que constitui a primeira saída do atual Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, foi hoje divulgada através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
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