Maria de Belém rejeita estar derrotada ou enfraquecida
Coimbra, 22 jan (Lusa) - A candidata presidencial Maria de Belém Roseira rejeitou hoje que se sinta derrotada ou enfraquecida, reiterando que não admite ser criticada ou diminuída por ser socialista.
"Não me sinto derrotada, nem enfraquecida quando sei que estou a cumprir o meu dever, obedecer à minha consciência, a fazer o que é correto", afirmou Maria de Belém Roseira, no comício de encerramento da campanha, no Pavilhão Centro Portugal, em Coimbra.
Recusando desistir porque a "não desistência é um testemunho perante o obscurantismo, contra a demagogia" e contra a forma errada de fazer política, Maria de Belém Roseira voltou a vincar que ela é candidata socialista.
"Não aceito ser criticada, diminuída por ser socialista perante quem chega de fora com uma capacidade redentora que não reconheço e cujas provas nunca foram dadas", sublinhou, reiterando que nunca escondeu o facto de ser socialista, apesar de não se ter candidatado por isso.
"Candidatei-me porque considero que tenho algo a dar ao meu país", declarou.
No último discurso da campanha eleitoral, com muitas críticas implícitas ao candidato Sampaio da Nóvoa, Maria Belém Roseira argumentou ainda que já não se está no "tempo das epifanias, nem da proclamação de uma nova religião para a qual se procuram adeptos absolutamente irracionais", notando que a candidatura à Presidência da República é um "compromisso claro".
"Admito que nunca tive aulas de teatro, nunca tive aulas de retórica, (...) mas, sei o que quero, sei o que penso, como penso e sei para onde quero ir e nunca enganei ninguém", frisou, voltando ainda a dizer que não admite "ataques de carácter".
"Estou farta dos virtuosos, trouxeram-nos o pior dos totalitarismo", salientou.
A ex-presidente do PS terminou a intervenção com dois apelos ao voto, um contra a abstenção e outro na sua candidatura.
"Não sou de encaixar afrontas ao meu caráter e calar-me, sou de ir à luta para repor a verdade e desmascarar quem acusa com mantos de pureza angelical", disse, assegurando que as promessas que faz são cumpríveis e realizáveis e pedindo para que os eleitores exerçam o seu direito de voto sem medos.