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Mariana Vieira da Silva admite que travou candidatura para não prejudicar PS nas autárquicas

Mariana Vieira da Silva admite que travou candidatura para não prejudicar PS nas autárquicas

Mariana Vieira da Silva volta a defender que as eleições internas no Partido Socialista (PS) deviam ter acontecido após as autárquicas, mas não avança porque “dividir o partido não seria correto”.

Antena 1/Natália Carvalho /
A deputada do PS e antiga ministra da Presidência do Governo de António Costa entende que a escolha do novo líder socialista “dividiria o partido de uma forma que neste momento não é útil”.

Na sua opinião seria exequível manter o partido liderado pelo Presidente Carlos César até às eleições autárquicas, até porque “concluo que ninguém queria uma disputa eleitoral a tão pouco tempo das autárquicas”.

Em entrevista ao podcast da Antena 1 Política com Assinatura a socialista deixa ainda a crítica: “como é possível antes de fazer a reflexão, escolhermos o líder?”.
Aviso a Montenegro: “AD pode vir a ser a próxima vítima do Chega"
A socialista entende que o voto no Chega não foi nas propostas eleitorais do partido de André Ventura, foi sim, diz, “um voto de desesperança e de protesto” porque o PS “não se conseguiu afirmar como alternativa”. E é por isso que alerta PSD e PS para o facto de que apenas estes dois partidos são alternativa para Governo.
“António Costa travou o crescimento do Chega”

Para a antiga ministra, o PS não atirou o PSD para os braços do Chega. Relembra que os socialistas apoiaram por diversas vezes o Governo de Luís Montenegro. E defende que António Costa foi quem adiou a ascensão do Chega em Portugal.
Olhando e falando para o interior do PS, Mariana Vieira da Silva afirma que o partido perdeu eleitores porque não conseguiu resolver duas questões: habitação e imigração. Todavia, e no caso da habitação, a deputada acredita ser possível "entendimentos fortes com a AD".

Contudo, Vieira da Silva recusa responsabilizar Pedro Nuno Santos e critica quem dentro do partido “aponta o dedo a um protagonista” pensando que assim resolve os problemas. “Está errado”, acrescenta.
Revisão constitucional sem PS? Pode pôr em causa viabilização de OE

Sobre a revisão da Constituição, Mariana Vieira da Silva deixa um recado, em jeito de pergunta, ao PSD: “se decidir fazer a revisão constitucional à margem do PS, teria o direito de exigir que o PS viabilizasse orçamento após orçamento nos próximos anos?”.
Nenhum partido deve dizer que aprova um orçamento sem saber o que está lá escrito. Mariana Vieira da Silva reforça que “o PS não deve dizer que aprova já xis orçamentos”.

E culpa Marcelo Rebelo de Sousa pela sobrevalorização dos Orçamentos do Estado: “considerou que quando um Orçamento do Estado não era aprovado isso significava, por si só, a queda de um Governo”.
A Comissão Parlamentar de Inquérito à Spinumviva vai acontecer. É a convicção de Mariana Vieira da Silva, “independentemente do posicionamento do Partido Socialista”, diz.

A deputada acredita também que o assunto “já não passará exclusivamente pela Comissão de Inquérito”.
Nesta entrevista, Mariana Vieira da Silva reforça que António José Seguro não é o candidato “que melhor se posiciona” para representar o PS em Belém.

Garante que nada tem a ver com “feridas antigas”, mas sim com condições para "oferecer a resposta de credibilidade que o PS deve procurar”.
Entrevista conduzida pela editora de Política da Antena 1, Natália Carvalho.
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