Medidas apoio famílias vão custar 100 milhões euros, moratória deverá obrigar gasto 150 milhões euros em 2008 - Sócrates
Lisboa, 18 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro disse hoje que as novas medidas de apoio às famílias vão custar ao Estado 100 milhões de euros, prevendo o executivo ainda gastar este ano 150 milhões de euros na moratória relativa às prestações de crédito à habitação.
Questionado durante o debate quinzenal pela deputada do partido ecologista Os Verdes sobre o custo das medidas de apoio às famílias anunciada hoje na Assembleia da República, José Sócrates respondeu que "o conjunto das medidas" irá custar ao Orçamento de Estado 100 milhões de euros.
No início do debate quinzenal, o primeiro-ministro anunciou que os pensionistas com pensões inferiores ao salário mínimo terão um aumento na comparticipação dos seus medicamentos e que a acção social escolar será reforçada para alunos com pais desempregados.
Quanto à linha de crédito específica que vai financiar a moratória nas prestações de crédito à habitação que será criada pelo Governo em conjunto com as instituições bancárias, o primeiro-ministro adiantou que o executivo prevê que custe este ano 150 milhões de euros.
Também no início do debate, José Sócrates tinha referido que a moratória poderá prolongar-se por dois anos e que pode ser requerida pelas famílias com desempregados para beneficiarem de uma redução de 50 por cento com a prestação da casa.
Ainda em resposta à deputada Heloísa Apolónia, José Sócrates recordou que o executivo gastou em 2008 1.432 milhões de euros em "prestações às famílias".
Ou seja, sublinhou, com os 100 milhões que irão custar as duas novas medidas hoje anunciadas, esse valor subirá para 1.532 milhões de euros.
Na sequência desta resposta de José Sócrates, a deputada do partido ecologista Os Verdes lamentou que os apoios sociais dados pelo Estado tenham "critérios tão restritos" que afastem as pessoas desses benefícios, nomeadamente do subsídio de desemprego.
Heloísa Apolónia fez ainda referência a uma medida recentemente anunciada pelo Governo para o incentivo à construção e instalação de painéis solares, acusando o primeiro-ministro de ter afastado as micro, pequenas e médias empresas dos benefícios quando definiu os critérios que as empresas têm de cumprir.
"Beneficiou dois grupos onde por acaso até tem amigos", acusou, referindo-se à Martinfer e à Vulcano.