Mendes compreende críticas na saúde mas diz que PR não tem de avaliar ministros
O candidato presidencial Marques Mendes disse hoje compreender as críticas "perfeitamente legítimas" que tem ouvido sobre saúde, mas defendeu que o problema só se resolve com mudanças estruturais, considerando que um chefe de Estado não tem de avaliar ministros.
No final de um contacto com a população em Viana do Castelo, Marques Mendes foi questionado pelos jornalistas sobre as críticas que tem ouvido na rua a Ana Paula Martins, pouco depois de ter ouvido uma senhora dizer que a ministra da Saúde "não presta e tem de ir para a rua".
"Eu compreendo as críticas das pessoas, as pessoas dirigiram-se a mim com preocupações mais do que legítimas (...) Enquanto não forem introduzidas algumas mudanças estruturais na organização e na gestão do Serviço Nacional de Saúde, eu acho que, infelizmente, vários destes problemas vão manter-se", disse.
Questionado se não é mais duro com a ministra Ana Paula Martins porque a ministra é de um governo do PSD, o candidato apoiado por este partido e pelo CDS-PP respondeu negativamente.
"Não, por uma razão muito simples. Defini há muitos meses que um Presidente da República não tem que avaliar um ministro nem pedir a demissão de um ministro. Isso não é tarefa do Presidente da República", afirmou.
Mendes considerou que a maior exigência que pode colocar ao Governo é exigir medidas estruturais, que até detalhou, e que defendeu como "inevitáveis".
Já à pergunta se os problemas na saúde o podem prejudicar nesta campanha, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse julgar que não.
"Em qualquer circunstância as coisas são como são. Não vou fugir a elas, nem mentir. Agora, para mim o importante não é isso, as pessoas vêm falar comigo e desabafam", disse.