Ministro da Economia confiante em chumbo da moção de censura ao Governo

Ministro da Economia confiante em chumbo da moção de censura ao Governo

Manuel Castro Almeida acredita que a moção de censura apresentada pelo Chega vai ser chumbada e considera que Luís Neves tem condições para continuar no Governo.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Miguel A. Lopes - Lusa

Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial, foi o convidado desta quarta-feira da “Grande Entrevista”.

Questionado sobre a moção de censura do Chega ao Governo, Castro Almeida disse estar confiante de que será chumbada.

Manuel Castro Almeida defende ainda que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, tem condições para continuar no cargo uma vez que tem “total confiança” por parte do primeiro-ministro.

“É suficiente ter o apoio explícito e declarado do primeiro-ministro”, disse o ministro da Economia, que considera que não é dever dos membros do Governo, à exceção do primeiro-ministro, manifestar opinião sobre o caso de Luís Neves.

Castro Almeida acusa o Chega de não querer verdadeiramente apurar os factos, uma vez que anunciou uma comissão de inquérito antes de ouvir o ministro no Parlamento, e defende que uma moção de censura neste momento “é só uma fonte de instabilidade para o país”.“Vamos aproveitar a totalidade das subvenções do PRR”
Sobre o PRR, o ministro da Economia reiterou que o Governo vai “aproveitar a totalidade das subvenções”, embora reconheça que a situação “foi exigente”.


Castro Almeida garante que até ao final do ano serão entregues 40 mil casas e que as obras em curso “estão para além do PRR”.

O ministro explicou que a prioridade “foi pôr dinheiro na economia” e que foi criado um instrumento financeiro para a inovação e competitividade, que recebeu 1200 milhões de euros, dos quais mais de 800 milhões foram dirigidos para a Inteligência Artificial nas empresas

Questionado sobre a inflação, o ministro observou que os salários “estão a subir acima da inflação” e afirma que a sua maior preocupação são os reformados.

Relativamente ao PTRR, Castro Almeida disse que dos 39 mil pedidos pós-tempestade, 40% foram recusados, mas 98% dos casos estão resolvidos.

No total, o ministro afirma que os apoios às pessoas afetadas pelas tempestades custaram cerca de 100 milhões de euros.

Por fim, o ministro mostrou-se também otimista em relação à viabilização do Orçamento do Estado, lembrando que o PS já mostrou estar disponível para viabilizar a proposta.
Tópicos
PUB