Ministro Miguel Relvas diz que incidentes foram "casos isolados"

Lisboa, 24 nov (Lusa) -- O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares desvalorizou hoje os incidentes registados no âmbito da greve geral, dizendo tratar-se de "casos isolados" e rejeitou que o Governo possa estar a perder o controlo da situação social.

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"Ao longo do dia houve incidentes, é verdade, mas esses incidentes não podem nem vão refletir aquilo que foi a greve geral. Respeitamos escrupulosamente o direito à greve mas também respeitamos os muitos milhões de portugueses que hoje de norte a sul do país foram trabalhar", afirmou Miguel Relvas, em declarações à TVI, no final de um dia de greve geral no país.

Esta tarde, alguns manifestantes tentaram, durante o protesto que decorreu em frente à Assembleia da República, subir as escadarias do edifício, o que motivou intervenção policial e resultou em sete detidos e um agente ferido.

Questionado sobre estes incidentes, o ministro referiu que "são casos pontuais", e fez questão de realçar "o papel dos sindicatos ao longo do dia"

Antes, e em entrevista à RTP, instando a dizer se o Governo irá mudar de rumo perante esta paralisação, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares disse compreender a frustração dos portugueses, mas defendeu que "não há alternativa" ao caminho do Governo.

"Nós ao longo dos últimos anos gastámos o que tínhamos e o que não tínhamos, deixámos disparar o desemprego, deixámos aumentar a dívida e as medidas que estão a ser tomadas são medidas reformistas e que têm um objetivo corrigir o rumo que foi sendo seguida ao longo dos últimos anos", disse.

Para o ministro Adjuntos e dos Assuntos Parlamentares, o país só terá alternativa quando corrigir esse caminho e de uma forma permanente.

"A austeridade tem de ser assumida como o caminho, estas medidas reformistas têm de ser vistas como o caminho e solução", disse.

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