MNE lamenta "manipulação oportunista" de telegrama

MNE lamenta "manipulação oportunista" de telegrama

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) fez hoje saber que “nada tem a acrescentar” ao que foi dito em tempo oportuno na Comissão Parlamentar da Assembleia da República. A mesma fonte lamenta ainda "a manipulação oportunista" que se está a fazer quando se confunde o repatriamento de detidos com os denominados “voos da CIA”.

RTP /
O site Wikileaks revelou o telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa Justin Lane/EPA

Um telegrama da embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, divulgado ontem pelo 'site' Wikileaks, dava conta de um pedido do Governo norte-americano a Portugal para uma autorização ao repatriamento de suspeitos de terrorismo através de território nacional, pedido que estava a ser dificultado pela pressão da oposição e do Parlamento Europeu sobre o Governo português a propósito dos voos da CIA.

Sobre a divulgação deste telegrama, o MNE, através da porta-voz Paula Mascarenhas, fez saber hoje que "sobre o designados “voos da CIA”, o MNE nada tem a acrescentar ao que foi afirmado em sede de Comissão Parlamentar e no âmbito do inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República, ao qual foi fornecida exaustiva documentação para uma avaliação pormenorizada e que foi arquivado em Junho de 2009".

Em declarações à agência Lusa, Paula Mascarenhas, refere ainda a manipulação que está a ser feita em relação a este assunto quando se confunde o tipo de voos que estão em causa.

"Lamentamos a manipulação oportunista que deliberadamente pretende estabelecer uma confusão entre repatriamento de detidos e os designados “voos da CIA” que, como é sabido, aludem ao transporte ilegal de suspeitos de terrorismo", explica.

A porta-voz do MNE lamenta ainda que “responsáveis políticos aproveitem o conteúdo de documentos subtraídos ao governo americano com objectivos pessoais e partidários".

Recorde-se que após a divulgação do conteúdo deste telegrama, Partido Comunista Português, Bloco de Esquerda e a eurodeputada socialista Ana Gomes, renovaram as criticas ao Governo português defendendo a necessidade de esclarecimentos adicionais.

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