Política
Montenegro admite "situações de dificuldade e de constrangimento" no SNS mas nega caos
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu esta quarta-feira que o Serviço Nacional de Saúde atravessa "situações de dificuldade e de constrangimento", mas negou que se trate "de caos", defendendo que a saúde funciona melhor do que há um ano.
"O nosso Serviço Nacional de Saúde não vive uma situação de caos. O nosso Serviço Nacional de Saúde vive situações de dificuldade, situações de constrangimento, mas funciona hoje melhor do que funcionava há um ano, e há um ano já funcionava melhor do que funcionava há dois anos", afirmou.
O primeiro-ministro considerou existir "uma grande desproporção entre as ondas noticiosas que se criam sobre acontecimentos que são maus, que podem ser efetivamente falhas do sistema, e aquilo que é um funcionamento diário quotidiano que presta um serviço inestimável a muitas centenas de milhares de portugueses".
"É isso que eu tenho dito e é isso que eu vou continuar a dizer em respeito por todos aqueles que trabalham no SNS", afirmou.
O líder do executivo elencou igualmente as médias de atendimentos em várias valências do SNS e disse que o Governo está a "mobilizar todos os meios humanos, todos os equipamentos, para poder, com melhor gestão, chegar mais depressa e a mais portugueses com toda a disponibilidade".
Luís Montenegro respondia a uma intervenção do líder parlamentar do Chega, no arranque do debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República.
"Senhor primeiro-ministro, existe um caos na saúde. Basta a ir a uma emergência de um hospital", salientou o deputado.
Pedro Pinto referiu que em 2023, quando Montenegro era líder da oposição e António Costa era primeiro-ministro, "dizia que havia um caos na saúde".
O deputado do Chega referiu que nessa altura "havia um milhão e meio de portugueses sem médico de família", havia "um caos com dezenas de horas de espera para [os utentes] serem atendidos", e as "consultas de oncologia estavam em atraso meses e meses".
"Hoje continuamos igual. Ou seja, o caos que havia em 2022 e em 2023 continua a haver em 2026. Mas agora, como o Governo é do PSD, é um Governo assim mais chique, nós não podemos dizer que existe um caos na saúde", criticou.
Pedro Pinto defendeu que "as ondas noticiosas existem porque existe realmente um caos no SNS", e desafiou primeiro-ministro a "reconhecer isso".
O líder parlamentar do Chega pediu também "um compromisso do Governo" para que os problemas na saúde sejam resolvidos num espaço de tempo definido.
"Mas tem que ser resolvido em `X` tempo, não é em 60 dias e depois não fazem nada, não é em 120 dias e depois nada é feito", salientou Pedro Pinto.
"Nós vamos continuar a resolver todos os dias o máximo de problemas, mas tenho a certeza absoluta que nunca vão estar todos resolvidos. Portanto, nós vamos continuar todos os dias a gerir da forma mais eficiente o sistema, colocando todos os seus meios disponíveis e agilizando a sua gestão", respondeu o primeiro-ministro, não se comprometendo com um calendário.
Sobre os cuidados de saúde primários, indicou que foi atribuído "médico de família a mais de 383 mil portugueses", mas "ingressaram 379 mil" novos utentes no SNS.
O primeiro-ministro considerou existir "uma grande desproporção entre as ondas noticiosas que se criam sobre acontecimentos que são maus, que podem ser efetivamente falhas do sistema, e aquilo que é um funcionamento diário quotidiano que presta um serviço inestimável a muitas centenas de milhares de portugueses".
"É isso que eu tenho dito e é isso que eu vou continuar a dizer em respeito por todos aqueles que trabalham no SNS", afirmou.
O líder do executivo elencou igualmente as médias de atendimentos em várias valências do SNS e disse que o Governo está a "mobilizar todos os meios humanos, todos os equipamentos, para poder, com melhor gestão, chegar mais depressa e a mais portugueses com toda a disponibilidade".
Luís Montenegro respondia a uma intervenção do líder parlamentar do Chega, no arranque do debate quinzenal desta tarde, na Assembleia da República.
"Senhor primeiro-ministro, existe um caos na saúde. Basta a ir a uma emergência de um hospital", salientou o deputado.
Pedro Pinto referiu que em 2023, quando Montenegro era líder da oposição e António Costa era primeiro-ministro, "dizia que havia um caos na saúde".
O deputado do Chega referiu que nessa altura "havia um milhão e meio de portugueses sem médico de família", havia "um caos com dezenas de horas de espera para [os utentes] serem atendidos", e as "consultas de oncologia estavam em atraso meses e meses".
"Hoje continuamos igual. Ou seja, o caos que havia em 2022 e em 2023 continua a haver em 2026. Mas agora, como o Governo é do PSD, é um Governo assim mais chique, nós não podemos dizer que existe um caos na saúde", criticou.
Pedro Pinto defendeu que "as ondas noticiosas existem porque existe realmente um caos no SNS", e desafiou primeiro-ministro a "reconhecer isso".
O líder parlamentar do Chega pediu também "um compromisso do Governo" para que os problemas na saúde sejam resolvidos num espaço de tempo definido.
"Mas tem que ser resolvido em `X` tempo, não é em 60 dias e depois não fazem nada, não é em 120 dias e depois nada é feito", salientou Pedro Pinto.
"Nós vamos continuar a resolver todos os dias o máximo de problemas, mas tenho a certeza absoluta que nunca vão estar todos resolvidos. Portanto, nós vamos continuar todos os dias a gerir da forma mais eficiente o sistema, colocando todos os seus meios disponíveis e agilizando a sua gestão", respondeu o primeiro-ministro, não se comprometendo com um calendário.
Sobre os cuidados de saúde primários, indicou que foi atribuído "médico de família a mais de 383 mil portugueses", mas "ingressaram 379 mil" novos utentes no SNS.