Montenegro diz que nome de Leão XIV indicia um papa para o trabalho social

O primeiro-ministro aponta também, na presente época, a necessidade de uma procura da paz, onde se deve proteger os mais pobres e os mais indefesos, as maiores vítimas nos conflitos bélicos.

RTP /
Em declarações aos jornalistas em Santarém, Luís Montenegro destacou o "significado político" da escolha de um cardeal norte-americano, Robert Francis Prevost, para novo papa.

"Creio que a escolha tem significado político, tem significado social e a minha expectativa é de que agora se possa concretizar num pontificado cheio de intervenção positiva, independentemente dos credos de todos aqueles que professam outras fés", afirmou, alertando que "a Igreja Católica não se esgota apenas nos seus fiéis".

O líder do PSD saudou de forma especial "os católicos portugueses, os católicos que professam essa fé em todo o mundo", mas sublinhou que uma das marcas que o anterior Papa Francisco "foi precisamente o diálogo inter-religioso".

"Estou convencido de que esta escolha vai seguir esse caminho, que é um caminho de encontro, de convergência, de paz", disse.

Questionado se quando fala em significado político se refere à nacionalidade do papa, respondeu afirmativamente: "Eu creio que sim, não serei agora eu a interpretar com a maior profundidade a escolha, não faltarão personalidades a poder fazê-lo com propriedade e conhecimento, mas não me custa reconhecer que vejo também aqui esse simbolismo de ser um Papa norte-americano", disse.

"Se há hoje desafio que todos aqueles que têm na palavra a possibilidade de influenciar a reflexão e a decisão de todos os agentes políticos e de todos os povos, é a procura da paz", acrescentou.

Montenegro defendeu que a Igreja Católica foi sempre "um farol de alerta para a necessidade de salvaguardar os mais pobres, os mais indefesos", as vítimas de guerras.

"Parece-me uma escolha alinhada com o propósito da aproximação, da valorização do encontro entre os propósitos políticos que, embora sendo muitas vezes confrontantes, devem salvaguardar o que é mais importante, que é a paz, que é a capacidade de reunião na promoção dos valores fundamentais da solidariedade, do respeito, da empatia, da compaixão, do combate à pobreza e do apoio aos mais fragilizados da sociedade".

c/ Lusa

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