Montenegro pede demissão imediata do ministro João Galamba

Montenegro pede demissão imediata do ministro João Galamba

O presidente do PSD fala em "pântano político" e pede demissão imediata do ministro das Infraestruturas, que diz não ter condições para continuar no Governo.

RTP /

Foto: José Coelho - Lusa

Luís Montenegro, numa alocução ao país a partir da sede do PSD, no Porto, após a audição de ontem de João Galamba na comissão de inquérito parlamentar à TAP, considerou que existe neste momento uma situação de “pântano político” e que o ministro das Infraestruturas deve sair a "bem da dignidade e da moralidade da política".

Montenegro disse ter falado com o primeiro-ministro sobre os acontecimentos que vêm suscitando dúvidas na ação de membros do Governo em relação a serviços do Estado, tendo-lhe pedido a demissão da secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Maria da Graça Mira Gomes.

De acordo com Montenegro, António Costa recusou a substituição da secretária-geral do SIRP, posição que, para o PSD, isola o primeiro-ministro, que fica "o único responsável pelas distorções legais e reputacionais" dos Serviços de Informações da República Portuguesa.

Sublinhando que o país tem neste momento um Governo de maioria, o líder da oposição garantiu que o PSD está “cada vez mais focado em formar uma alternativa política sólida e ambiciosa” para substituir o mais rapidamente possível o atual executivo.

Montenegro considerou, assim, que perante o atual panorama político ou o Governo de António Costa se demite ou é demitido e, caso uma destas situações suceder, está "pronto" para ir a votos e ganhar.

"As regras da democracia são claras com o atual panorama ou o governo se demite ou o governo é demitido", afirmou Luís Montenegro, para acrescentar: "Eu quero dizer ao país que se uma destas duas coisas acontecer o PSD está pronto para ir a votos, para ganhar eleições e para governar Portugal".

“Portugal não pode ser esta balbúrdia. Só um novo governo e uma nova maioria podem restabelecer a normalidade em Portugal”, concluiu.

Perante a insistência dos jornalistas, o social-democrata disse que os portugueses percebem bem que não cabe ao PSD uma responsabilidade que não é sua, ou seja, demitir o Governo PS.

"Eu não tenho votos suficientes no Parlamento para poder demitir o Governo, para poder criar um momento eleitoral por minha iniciativa", vincou.


c/ Lusa
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