Montenegro preocupado após ameaças de um manifestante contra a sua casa

Montenegro preocupado após ameaças de um manifestante contra a sua casa

O primeiro-ministro nega ter usado a palavra egoismo para acusar os manifestantes do Porto que reclamam o direito a habitação. Luís Montenegro diz que estava a dirigir-se aos partidos, movimentos associativos e organizações. Garante que ficou ainda mais preocupado depois de ter visto intervenções nos protestos com manifestantes a ameaçar explicitamente a sua própria casa.

RTP / Adicionar como fonte informativa
EPA

O primeiro-ministro negou hoje ter acusado os manifestantes pela habitação de egoísmo, afirmando que se referia a partidos, movimentos associativos e organizações, e disse ter visto imagens nas quais se ameaça a sua casa.

Em conferência de imprensa no final da cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro releu as declarações que fez na quinta-feira de manhã para concluir que, "em momento algum, disse que havia egoísmo dos manifestantes".

"Eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação, dessas organizações. Para que fique muito claro, para que se não confunda a opinião pública", afirmou.

Esta quinta-feira de manhã, Luís Montenegro tinha dito que esperava que "os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, de importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa".

"E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso", tinha acrescentado na altura.

Hoje, perante os jornalistas, Montenegro disse ainda ter visto um filme, que considerou preocupante, "de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações", onde "se faz um apelo direto à violência, à importação de conflitualidade (...) que tem ocorrido noutros países".

"Onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família", afirmou.

Pouco depois, o gabinete do primeiro-ministro divulgou à imprensa o vídeo a que se referia Luís Montenegro, no qual se vê uma pessoa a afirmar numa manifestação, perante dezenas de pessoas, que é "preciso descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e jogar um tijolo".

"Acabou essa porra de ser pacífico. É para queimar alguma coisa, sim", afirma esse manifestante.

c/ Lusa
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