Política
Morreu cofundador do PSD Miguel Veiga
Morreu esta segunda-feira Miguel Veiga, aos 80 anos. O advogado esteve ao lado de Francisco Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota na génese do Partido Popular Democrático, o atual PSD.
Miguel Veiga, nome ligado à fundação do PPD, em 1974, chegou a ser vice-presidente do partido, tendo integrado as primeiras comissões políticas e conselhos nacionais. Foi ainda deputado à Assembleia Constituinte.
Conhecido pela frontalidade, Miguel Luís Kolback da Veiga, nascido no Porto a 30 de junho de 1936, foi condecorado como Grande Oficial da Ordem da Liberdade.
Fonte familiar, citada pela agência Lusa, adiantou que o corpo de Miguel Veiga vai estar em câmara-ardente no Palacete dos Viscondes de Balsemão, situado na Praça Carlos Alberto, no Porto.Miguel Veiga foi vítima de doença prolongada.
Sem embargo do seu estatuto entre as fileiras laranjas, apoiou Mário Soares na primeira candidatura do histórico socialista à Presidência da República. Em 2006 seria apoiante de Cavaco Silva, preterindo Soares.
Miguel Veiga foi membro do Conselho das Ordens Honoríficas e em 2007 a Câmara Municipal do Porto agraciou-o com a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro.
No plano autárquico teve um papel ativo na candidatura de Rui Rio à Câmara da Invicta e, há três anos, ajudou a dinamizar a candidatura de Rui Moreira, como independente.
Miguel Veiga caracterizou-se um dia como “heterodoxo, sujeito de razões e emoções, de convicções, de sentidos, de valores ético-sociais, pautado por referências normativas, embora desamparado de deuses e avesso à gramáticas de obediência e às cartilhas dogmáticas”.
“Personalidade incontornável”
A Câmara do Porto já reagiu à morte de Miguel Veiga, descrevendo o jurista como “uma personalidade incontornável na advocacia e na política em Portugal”. A autarquia estava, ao início da tarde, em contactos com as forças políticas tendo em vista decretar luto municipal.
“Miguel Luís Kolback da Veiga era visto como homem de ação e de pensamento, vivia no Porto e defendia com orgulho e aguerrido a sua origem portuense. Fez parte de um núcleo restrito de fundadores do PPD, hoje PSD, colaborando na conceção das suas bases programáticas, partido onde ocupou os cargos mais relevantes e pelo qual foi deputado da Assembleia Constituinte”, lê-se numa nota da Câmara da Invicta.
A autarquia portuense considera, por último, que “a sua atividade política aproxima-o de valores democráticos, sendo um obreiro dos principais movimentos que têm gerido a cidade do Porto. Arauto da liberdade e independência, Miguel Veiga definia-se também como um buscador e um obstinado errante e um avesso confesso do populismo, com uma racionalidade e coragem invulgares”.
Conhecido pela frontalidade, Miguel Luís Kolback da Veiga, nascido no Porto a 30 de junho de 1936, foi condecorado como Grande Oficial da Ordem da Liberdade.
Fonte familiar, citada pela agência Lusa, adiantou que o corpo de Miguel Veiga vai estar em câmara-ardente no Palacete dos Viscondes de Balsemão, situado na Praça Carlos Alberto, no Porto.Miguel Veiga foi vítima de doença prolongada.
Sem embargo do seu estatuto entre as fileiras laranjas, apoiou Mário Soares na primeira candidatura do histórico socialista à Presidência da República. Em 2006 seria apoiante de Cavaco Silva, preterindo Soares.
Miguel Veiga foi membro do Conselho das Ordens Honoríficas e em 2007 a Câmara Municipal do Porto agraciou-o com a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro.
No plano autárquico teve um papel ativo na candidatura de Rui Rio à Câmara da Invicta e, há três anos, ajudou a dinamizar a candidatura de Rui Moreira, como independente.
Miguel Veiga caracterizou-se um dia como “heterodoxo, sujeito de razões e emoções, de convicções, de sentidos, de valores ético-sociais, pautado por referências normativas, embora desamparado de deuses e avesso à gramáticas de obediência e às cartilhas dogmáticas”.
“Personalidade incontornável”
A Câmara do Porto já reagiu à morte de Miguel Veiga, descrevendo o jurista como “uma personalidade incontornável na advocacia e na política em Portugal”. A autarquia estava, ao início da tarde, em contactos com as forças políticas tendo em vista decretar luto municipal.
“Miguel Luís Kolback da Veiga era visto como homem de ação e de pensamento, vivia no Porto e defendia com orgulho e aguerrido a sua origem portuense. Fez parte de um núcleo restrito de fundadores do PPD, hoje PSD, colaborando na conceção das suas bases programáticas, partido onde ocupou os cargos mais relevantes e pelo qual foi deputado da Assembleia Constituinte”, lê-se numa nota da Câmara da Invicta.
A autarquia portuense considera, por último, que “a sua atividade política aproxima-o de valores democráticos, sendo um obreiro dos principais movimentos que têm gerido a cidade do Porto. Arauto da liberdade e independência, Miguel Veiga definia-se também como um buscador e um obstinado errante e um avesso confesso do populismo, com uma racionalidade e coragem invulgares”.