Política
Movimento atravessa os EUA e aponta o dedo a jornais e televisões
Com o movimento a entrar na quarta semana de protesto, os manifestantes que integram o “Ocupa Wall Street” queixam-se de um black-out dos principais meios de comunicação social. Com centenas de cidades a aderir ao movimento por toda a América, primeiro, e por várias partes do mundo, depois, activistas têm sugerido nas redes sociais que o movimento assusta porque faz lembrar os protestos que na onda da “Primavera Árabe” pegaram fogo ao Egito na Praça Tahrir.
O movimento começou nos Estados Unidos com meia dúzia de elementos a fazerem o caminho da Baixa de Manhattan para Wall Street. Auto-proclamados representantes dos 99% (de americanos insatisfeitos pela forma como são tratados pelo sistema económico), são agora milhares de americanos que empunham cartazes com dizeres de um único sentido: “Taxas para Wall Street”, “Acorda América” ou “Wall Street deve comprar acções, não políticos”.
Só nos Estados Unidos serão já na ordem das 900 as cidades que concentram acções relativas ao “Ocupa Wall Street”. Londres, a capital britânica, e Austrália também não ficaram indiferentes às motivações que estão a levar os insatisfeitos (ou "indignados", numa recuperação dos protestos em Espanha) para as ruas.
Apoio dos democratas, com ataques republicanos
Sem líderes à frente dos protestos, o movimento que começou por se intalar no Zuccotti Park já mereceu os apoios dos principais sindicatos e de figuras importantes da política norte-americana.
Um dos casos é a antiga speaker Nancy Pelosi, com a representante dos democratas a declarar à ABC: “Eu apoio a mensagem enviada (…) quer a Wall Street quer ao poder político (…), essa mudança tem de acontecer. Quando nós dissemos que todos devem pagar a sua parte, o outro lado (republicanos) disse que isso é uma guerra de classes, mas não, não é, é o mais caloroso dos valores americanos: a equidade”.O movimento pode contar com a simpatia do vice-Presidente Joe Biden, do secretário do Tesouro Timothy Geithner e do presidente da Fed Ben Bernanke.
Afirmam estes membros da Administração Obama que compreendem os sentimentos de raiva que foram atiçados pelo papel dos grandes bancos na crise financeira.
Entretanto, também o presidente da câmara de Nova Iorque veio já dizer que está disponível para autorizar a permanência dos manifestantes nas ruas enquanto estes cumprirem a lei: “A questão é esta: as pessoas querem exprimir-se. Desde que obedeçam à lei, nós vamos permitir que assim seja. Se infringirem a lei, então vamos fazer aquilo que é o nosso dever: restabelecer a lei”.
Colocando-se do lado oposto, temos a reacção dos republicanos, que apontam ao protesto um fundo antipatriótico. Foram estas as palavras do candidato presidencial Herman Cain à CBS: “É anti-americano. Os manifestantes são mais anti-capitalistas e anti-mercado livre do que outra coisa qualquer”, afirmou durante o programa “Face the Nation”.
Com um claro mau génio, Cain apontaria ainda aos manifestantes que o seu problema era terem inveja do sucesso dos banqueiros, deixando um rasto de acusações aos sindicatos, que na sua opinião estão por detrás do movimento.
Sondagens mostram apoio da população
De acordo com uma sondagem libertada pela Rasmussen Reports, grande parte da população não chega a ter opinião sobre estes acontecimentos, mas, entre aqueles que estão atentos ao som que chega das ruas, são mais os que mantêm uma opinião favorável. Apesar da opinião favorável, há porém uma divergência fundamental: enquanto nas ruas se pede mais regulação para resolver a crise, a maioria da América acredita que a solução da classe média está num mercado ainda mais livre
Refere o estudo que 33% da amostra são favoráveis aos protestos, apenas 27% contra e 40% aqueles que não têm opinião.
Mas, numa análise do tema que está por detrás de todas esta grande onda que atravessa a América de lado-a-lado (“Os grandes bancos foram resgatados, enquanto nós fomos deixados à nossa sorte”), são já contabilizados 79% de americanos favoráveis à causa.
Só nos Estados Unidos serão já na ordem das 900 as cidades que concentram acções relativas ao “Ocupa Wall Street”. Londres, a capital britânica, e Austrália também não ficaram indiferentes às motivações que estão a levar os insatisfeitos (ou "indignados", numa recuperação dos protestos em Espanha) para as ruas.
Apoio dos democratas, com ataques republicanos
Sem líderes à frente dos protestos, o movimento que começou por se intalar no Zuccotti Park já mereceu os apoios dos principais sindicatos e de figuras importantes da política norte-americana.
Um dos casos é a antiga speaker Nancy Pelosi, com a representante dos democratas a declarar à ABC: “Eu apoio a mensagem enviada (…) quer a Wall Street quer ao poder político (…), essa mudança tem de acontecer. Quando nós dissemos que todos devem pagar a sua parte, o outro lado (republicanos) disse que isso é uma guerra de classes, mas não, não é, é o mais caloroso dos valores americanos: a equidade”.O movimento pode contar com a simpatia do vice-Presidente Joe Biden, do secretário do Tesouro Timothy Geithner e do presidente da Fed Ben Bernanke.
Afirmam estes membros da Administração Obama que compreendem os sentimentos de raiva que foram atiçados pelo papel dos grandes bancos na crise financeira.
Entretanto, também o presidente da câmara de Nova Iorque veio já dizer que está disponível para autorizar a permanência dos manifestantes nas ruas enquanto estes cumprirem a lei: “A questão é esta: as pessoas querem exprimir-se. Desde que obedeçam à lei, nós vamos permitir que assim seja. Se infringirem a lei, então vamos fazer aquilo que é o nosso dever: restabelecer a lei”.
Colocando-se do lado oposto, temos a reacção dos republicanos, que apontam ao protesto um fundo antipatriótico. Foram estas as palavras do candidato presidencial Herman Cain à CBS: “É anti-americano. Os manifestantes são mais anti-capitalistas e anti-mercado livre do que outra coisa qualquer”, afirmou durante o programa “Face the Nation”.
Com um claro mau génio, Cain apontaria ainda aos manifestantes que o seu problema era terem inveja do sucesso dos banqueiros, deixando um rasto de acusações aos sindicatos, que na sua opinião estão por detrás do movimento.
Sondagens mostram apoio da população
De acordo com uma sondagem libertada pela Rasmussen Reports, grande parte da população não chega a ter opinião sobre estes acontecimentos, mas, entre aqueles que estão atentos ao som que chega das ruas, são mais os que mantêm uma opinião favorável. Apesar da opinião favorável, há porém uma divergência fundamental: enquanto nas ruas se pede mais regulação para resolver a crise, a maioria da América acredita que a solução da classe média está num mercado ainda mais livre
Refere o estudo que 33% da amostra são favoráveis aos protestos, apenas 27% contra e 40% aqueles que não têm opinião.
Mas, numa análise do tema que está por detrás de todas esta grande onda que atravessa a América de lado-a-lado (“Os grandes bancos foram resgatados, enquanto nós fomos deixados à nossa sorte”), são já contabilizados 79% de americanos favoráveis à causa.