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Ministro da Administração Interna responde às perguntas dos deputados

"Nessa noite Luís Neves era demitido". Ex-deputado do PSD diz que Montenegro já está "chamuscado"

"Nessa noite Luís Neves era demitido". Ex-deputado do PSD diz que Montenegro já está "chamuscado"

Duarte Pacheco diz que todas as polémicas à volta de Luís Neves dão que pensar sobre o porquê de continuar como ministro. O ex-deputado defende que é a imagem do primeiro-ministro que já está em causa e refere à RTP Antena 1 que devia ter sido demitido quando disse que nada o ia afastar do cargo.

Gonçalo Costa Martins, Eduarda Maio - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa

No dia em que Luís Neves é duplamente chamado à Assembleia da República, numa comissão parlamentar e no âmbito da moção de censura contra o Governo, o antigo deputado Duarte Pacheco defende que já devia estar fora do lugar de ministro da Administração Interna (MAI). Entrevistado no Ponto Central, da RTP Antena 1, afirmou que a autoridade de Luís Montenegro está em causa. 

"Firmeza e mostrar que tem autoridade era no dia em que Luís Neves faz aquelas declarações insólitas era nessa mesma noite ser demitido", diz Duarte Pacheco. 
No dia 1 de setembro, antes de o Chega anunciar que ia apresentar uma moção de censura contra o Governo, Luís Neves defendeu-se na Madeira e garantiu na altura que "jamais me intimidarão" e que "nada me vai afastar daquilo que me levou a aceitar este cargo". Estas palavras chocam o ex-deputado do PSD, que considera terem sido uma gota de água para a sua continuidade.

São vários os casos de ministros demitidos que Duarte Pacheco recorda, na sequência de atos ou declarações polémicas, entre os governos de Cavaco Silva, José Sócrates e António Costa. "Agora vêm sucessivos casos" e "nada lhe acontece", critica.
A continuidade de Luís Neves leva a que o primeiro-ministro fique comprometido, considera. E acrescenta que "acaba por começar a chamuscar o próprio PM porque as pessoas começam a perguntar-se o que é que se passa para não ser afastado".
 
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o PSD têm apontado para o trabalho de Luís Neves como contra-argumento às críticas do MAI.


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