"Obrigado". Ventura considera "maior honra" disputar a segunda volta

André Ventura agradeceu a todos os apoiantes por conseguir "liderar o espaço não socialista".

RTP /

Foto: Tiago Petinga - Lusa

"A minha primeira palavra é obrigado", começou André Ventura. "Há dois meses atrás eles diziam 'eles não vão conseguir'. Hoje conseguimos e vamos liderar o espaço não socialista".

"O país despertou. O país que há 40 anos não tinha uma segunda volta nestas eleições despertou. E despertou apesar de tudo", declarou, acrescentando que "olhando para o mapa eleitoral ficou evidente que os portugueses não quiseram saber o que o líder do PSD lhes disse, da Iniciativa Liberal, outros quaisquer".

O líder do Chega felicitou os resultados da candidatura, alegando que os portugueses consideraram que esta era a "alternativa ao socialismo".

"A direita fragmentou-se como nunca, mas os portugueses deram-nos a nós a liderança dessa direita", sublinhou, enquanto ecoavam gritos e aplausos na audiência. "Num espaço e num momento de tanta fragmentação, nós conseguimos mostrar que conseguimos derrotar o candidato do Governo e do montenegrismo."

André Ventura considerou que fez uma "campanha sem picardia pessoal, sem ofensa".

"Fizemos a campanha talvez mais popular de sempre", disse ainda. "Esta foi a maior honra da minha vida, disputar uma segunda volta das eleições Presidenciais".

E ironizou: "Quis o destino, por sua ironia, que acabássemos a usar a reta final destas eleições precisamente com o candidato socialista".

"E este candidato socialista defende tudo ao contrário do que nós defendemos. Quer mais impostos para distribuir mais subsídios (...), quer continuar a sufocar as empresas com mais burocracia, quer mais imigração descontrolada, quer mais descontrolo na nossa Justiça, coisa que não queremos, não fosse o Partido Socialista talvez o maior responsável moral pelo estado de corrupção e de degradação em que o país está".
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