Política
OE. PCP quer reforçar direitos de pais e crianças
O PCP promete levar os direitos de pais e crianças para as negociações do Orçamento do Estado que terão início nas próximas semanas, defendendo que são um "aspeto fundamental" para discutir um "projeto de futuro" para o país. São temas que vão estar em debate nos próximos dois dias nas jornadas parlamentares do partido, que arrancam esta quinta-feira na Assembleia da República, em Lisboa.
“Quando nós falamos numa perspetiva de futuro, de desenvolvimento da sociedade e do país que queremos… se queremos avançar numa perspetiva de desenvolvimento, de garantia dos direitos, isso não é possível sem garantir os direitos das crianças”, sublinha a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, em declarações aos jornalistas.
É esse o mote das jornadas parlamentares, as primeiras do partido na atual sessão legislativa, e nas quais o PCP quer ouvir os contributos de especialistas e associações. Do programa de dois dias constam visitas a uma creche e ao Instituto de Apoio à Criança, reuniões e sessões públicas com representantes de vários setores. Passos importantes num debate que, sublinha a deputada comunista, deve ser “transversal a várias áreas”.
“Quando falamos dos direitos das crianças estamos a falar, naturalmente, de condições de vida, do direito à habitação, do direito à educação, à saúde”, reforça Paula Santos, que sublinha a importância de abordar também a parentalidade. “Hoje são muitas e muitas famílias, eu diria até milhares de famílias no país, que, pela desregulação dos horários de trabalho, o desrespeito pelos direitos de maternidade e paternidade, não conseguem essa articulação entre a vida pessoal e a vida profissional”, aponta.