Política
Pacote laboral. Patrões e UGT falam em progressos mas não dão acordo como certo
À saída do encontro, as confederações e a UGT falaram de progressos e aproximações, mas afirmaram que "ainda não estão no momento" de dizer se estão mais perto de um acordo ou não. O Governo vai convocar uma nova reunião com os parceiros.
Terminou a reunião desta segunda-feira entre Governo, empresários e UGT para discutir a revisão da legislação laboral. No final do encontro, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho reiterou que “o Governo tem a convicção que um acordo é possível” e adiantou que uma próxima reunião “será marcada oportunamente e com rapidez”.
“Há mais matéria que nos aproxima do que matéria do que nos separa”, disse a ministra.
“Pode-se dizer que é uma nova proposta e que se houver acordo é a proposta que o Governo levará à Assembleia”, garante Rosário Palma Ramalho. “Continuamos a dar todo o espaço possível para chegar a acordo com todos os parceiros”, acrescentou.
“Pode-se dizer que é uma nova proposta e que se houver acordo é a proposta que o Governo levará à Assembleia”, garante Rosário Palma Ramalho. “Continuamos a dar todo o espaço possível para chegar a acordo com todos os parceiros”, acrescentou.
Da parte dos patrões, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), afirmou que foram dados “passos importantes”, falando após reunião em que foram discutidos entre “16 a 17 pontos” do pacote laboral.
Francisco Calheiros diz que “houve mais aproximações” e que avançaram em todas as medidas que analisaram, mas é cauteloso quando questionado sobre se um acordo está próximo.
“Não há acordo para nada até haver acordo para tudo”, disse.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), afirma que “houve uma maior flexibilidade de todos os participantes” e uma “vontade de se avançar”, mas lembra que “nada está acordado até tudo estar acordado”.
“Avançamos bastante, houve um aprofundamento de alguns pontos”, disse João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio.
Francisco Calheiros diz que “houve mais aproximações” e que avançaram em todas as medidas que analisaram, mas é cauteloso quando questionado sobre se um acordo está próximo.
“Não há acordo para nada até haver acordo para tudo”, disse.
Álvaro Mendonça e Moura, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), afirma que “houve uma maior flexibilidade de todos os participantes” e uma “vontade de se avançar”, mas lembra que “nada está acordado até tudo estar acordado”.
“Avançamos bastante, houve um aprofundamento de alguns pontos”, disse João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio.
Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), diz que “hoje foi um dia bom”. “Pareceu haver uma disponibilidade melhor para nos entendermos”, disse, afirmando estar mais otimista do que estava há uma semana.
Da parte da UGT, Mário Mourão afirma que “houve mais vontade negocial de todas as partes” e fala também em progressos, mas diz não ser ainda o momento de falar em acordo.
“Houve avanços que nos permitem dizer que estamos num patamar diferente daquilo que foi a última reunião”, declarou. “Mas não estamos ainda no momento de dizer que estamos mais perto de um acordo”, acautelou.
Da parte da UGT, Mário Mourão afirma que “houve mais vontade negocial de todas as partes” e fala também em progressos, mas diz não ser ainda o momento de falar em acordo.
“Houve avanços que nos permitem dizer que estamos num patamar diferente daquilo que foi a última reunião”, declarou. “Mas não estamos ainda no momento de dizer que estamos mais perto de um acordo”, acautelou.
CGTP ficou à porta
De fora desta reunião ficou a CGTP, que tentou participar no encontro mas sem sucesso.
O secretário-geral da Intersindical, Tiago Oliveira, acusou o executivo de “ir contra” a Constituição da República ao excluir central sindical do processo e fala num “ataque democrático”.
“O Governo tem que ouvir as propostas dos trabalhadores. Tem que ouvir as propostas que a CGTP apresentou e tem que ouvir as propostas que o mundo do trabalho e os trabalhadores exigem que sejam discutidas”, disse Tiago Oliveira aos jornalistas na antecâmara do início da reunião no Ministério.
No final do encontro, a ministra do Trabalho disse que a CGTP é que escolheu ficar de fora, mas anunciou que “se a CGTP mudar de posição será bem-vinda”.
“Somos escravos das nossas próprias palavras e a CGTP é que disse que a proposta era para rasgar”, disse a governante, notando que a central “não fez qualquer tipo de pedido formal para participar nesta reunião”.
De fora desta reunião ficou a CGTP, que tentou participar no encontro mas sem sucesso.
O secretário-geral da Intersindical, Tiago Oliveira, acusou o executivo de “ir contra” a Constituição da República ao excluir central sindical do processo e fala num “ataque democrático”.
“O Governo tem que ouvir as propostas dos trabalhadores. Tem que ouvir as propostas que a CGTP apresentou e tem que ouvir as propostas que o mundo do trabalho e os trabalhadores exigem que sejam discutidas”, disse Tiago Oliveira aos jornalistas na antecâmara do início da reunião no Ministério.
No final do encontro, a ministra do Trabalho disse que a CGTP é que escolheu ficar de fora, mas anunciou que “se a CGTP mudar de posição será bem-vinda”.
“Somos escravos das nossas próprias palavras e a CGTP é que disse que a proposta era para rasgar”, disse a governante, notando que a central “não fez qualquer tipo de pedido formal para participar nesta reunião”.