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Pagamento em duodécimos de metade dos subsídios no setor privado foi aprovado no Parlamento

Pagamento em duodécimos de metade dos subsídios no setor privado foi aprovado no Parlamento

Lisboa, 27 dez (Lusa) - O Parlamento aprovou hoje por larga maioria a proposta do Governo que visa o pagamento em duodécimos de metade dos subsídios de férias e de Natal no setor privado em 2013.

Lusa /

A proposta, votada na generalidade e entretanto aprovada, conta com os votos favoráveis das bancadas do PSD, CDS-PP e PS, com os votos contra do PCP, Bloco de Esquerda e do partido os Verdes, e de quatro deputados do grupo parlamentar socialista.

Relativamente ao número de abstenções, houve seis, todas do PS.

Antes da votação, e numa intervenção inicial no Parlamento, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, garantiu que o Governo admite salvaguardar a possibilidade de cada empregador e trabalhador acordarem a manutenção do regime de pagamento de subsídio no setor privado de acordo com o atual regime, ou seja, antes do maior período de férias de verão e em dezembro, antes do natal, conforme o Código do Trabalho.

Não obstante, o Governo agora propõe metade do pagamento ao longo dos 12 meses, por forma a "amenizar o impacto do aumento da carga fiscal que resulta do Orçamento de Estado para 2013".

Pedro Martins sustentou que a proposta aqui apresentada "constitui mais um passo para a modernização do mercado de trabalho em Portugal bem como para a sua adequação ao contexto atual".

Referiu ainda que esta medida, que será transitória e deverá vigorar apenas em 2013, facilita a tesouraria das empresas, uma vez que "o pagamento dos subsídios de férias e de Natal de uma forma concentrada em dois meses específicos cria em muitos casos obstáculos à boa gestão financeira".

A oposição não poupou críticas à proposta do Executivo, tendo o deputado do PS Nuno Sá acusado o Governo de estar a aplicar "uma verdadeira operação de cosmética".

"Vem tentar vender a ilusão de que esta é uma reforma estrutural de encontro à vontade dos parceiros. É falso. Tudo isto não passa de uma operação de cosmética. Querem maquilhar os ganhos dos portugueses em 2013 devido ao aumento de impostos", acusou o deputado socialista, acrescentando no entanto que o PS "apoia os portugueses" e, como tal, "não pode haver perda de rendimentos". Por isso o PS votou a favor da proposta.

Já a deputada do BE, Mariana Aiveca, acusou o Governo de "estar a enganar os portugueses, apesar de todas as malabarices que possa fazer", uma posição partilhada pelo deputado do PCP, Jorge Machado.

Perante estas acusações, o deputado do PSD Pedro Roque insurgiu-se contra a oposição: "Não interessa aqui iludir a opinião pública. Os argumentos da oposição são falsos".

Na intervenção final, Pedro Martins respondeu às vozes críticas, argumentando tratar-se de "uma medida que pode fazer a diferença, antecipando as remunerações".

"Faz todo o sentido que os trabalhadores do setor privado possam receber os subsídios a que têm direto por forma a fazer face às suas necessidades", rematou o secretário de Estado.

A proposta hoje aprovada na generalidade, depois de submetida a discussão pública entre os dias 4 e 24 de dezembro, será discutida na sexta-feira na especialidade na comissão de Segurança Social e Trabalho, na qual serão ouvidos os parceiros sociais.

A lei poderá estar pronta para votação final, segundo as previsões do deputado social-democrata à agência Lusa, Adão Silva, na "segunda sexta-feira de janeiro", ou seja, no próximo dia 11.

SMS // VC.

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