Política
Passos Coelho defende que Portugal já saiu do abismo
O primeiro-ministro acredita que, após um ano de Governo, “os portugueses já não estão perante o abismo”. A poucas horas de assinalar 12 meses depois da vitória nas eleições legislativas, Pedro Passos Coelho defendeu ontem à noite que Portugal está “mais forte, sólido e resistente a contágios adversos”, naquela que considera ser a mudança económica “mais importante dos últimos 50 anos”.
A 5 de junho do ano passado, precisamente um ano atrás, as eleições
legislativas davam a vitória ao PSD, sem que este conseguisse obter
maioria absoluta. Pouco depois era formado o atual Governo, sob batuta
de Passos Coelho e em coligação com o CDS-PP."Os portugueses já não estão perante o abismo” com que o atual Governo “se defrontou há praticamente um ano atrás”. Foi essa a convicção deixada pelo primeiro-ministro durante um jantar promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, a poucas horas de completar exatamente um ano após a vitória de 5 de junho de 2011.
Incentivado pelas “conclusões positivas” da quarta avaliação da troika ao cumprimento do programa de assistência financeira ontem conhecidas, o primeiro-ministro garantiu que, apesar de "a envolvente externa" oferecer motivos de preocupação, Portugal "está mais forte, mais sólido e mais resistente a contágios adversos". O ok dado pelas instituições internacionais para a entrega de nova parcela do resgate financeiro atestou, disse ainda o governante, que as reformas estruturais estão “num caminho correto”.
“Portugal está muito mais preparado para receber investidores e para iniciar um novo ciclo de investimento, ao mesmo tempo que, a prazo, poderá recuperar o dinamismo da sua procura interna, assim que tenha realizado o seu ajustamento interno também", defendeu ontem Passos Coelho.
Portugal está "a conquistar progressivamente a confiança dos mercados", reiterou Passos Coelho num discurso otimista no Convento do Beato, em Lisboa, avançando que os últimos dados estatísticos permitem acreditar que "algo está a mudar na direção de um ciclo de retorno ao investimento e ao crescimento".
Por tudo isso, o primeiro-ministro defendeu que a economia portuguesa "está a beneficiar de uma mudança estrutural e que em termos qualitativos e quantitativos é, sem dúvida, a mais importante dos últimos 50 anos". Para Pedro Passos Coelho, a mudança em curso é "talvez mesmo a mais relevante" desde que Portugal integrou a Associação Europeia de Livre Comércio, em 1960.
Contudo, e apesar de os resultados relativos à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) terem “surpreendido os analistas e as instituições nacionais e estrageiras”, Pedro Passos Coelho refreou o otimismo dominante em todo o discurso, relembrando que “a inversão do ciclo e posterior crescimento serão processos lentos”.
No que respeita à "envolvente externa", Passos Coelho considerou que a União Europeia, em particular a Zona Euro, atravessa "um momento crucial" e que "os próximos três meses serão decisivos", manifestando-se "confiante" de que serão encontradas "novas respostas para a dimensão política e social".
No entanto, o otimismo do primeiro-ministro parece esbarrar tanto na opinião da Oposição, como dos portugueses. Depois de ontem os partidos à esquerda do Executivo terem criticado as declarações de "êxito" dos governantes, hoje um inquérito vem revelar que a posição da coligação também está tremida no seio da opinião pública.
De acordo com um barómetro da Universidade Católica para a RTP, Antena 1, Diário de Notícias e Jornal de Notícias hoje divulgado, 67 por cento dos portugueses fazem uma avaliação negativa do Executivo liderado por Passos Coelho e mais inquiridos consideram que o atual elenco governativo é “pior” do que o anterior.
Incentivado pelas “conclusões positivas” da quarta avaliação da troika ao cumprimento do programa de assistência financeira ontem conhecidas, o primeiro-ministro garantiu que, apesar de "a envolvente externa" oferecer motivos de preocupação, Portugal "está mais forte, mais sólido e mais resistente a contágios adversos". O ok dado pelas instituições internacionais para a entrega de nova parcela do resgate financeiro atestou, disse ainda o governante, que as reformas estruturais estão “num caminho correto”.
“Portugal está muito mais preparado para receber investidores e para iniciar um novo ciclo de investimento, ao mesmo tempo que, a prazo, poderá recuperar o dinamismo da sua procura interna, assim que tenha realizado o seu ajustamento interno também", defendeu ontem Passos Coelho.
Portugal está "a conquistar progressivamente a confiança dos mercados", reiterou Passos Coelho num discurso otimista no Convento do Beato, em Lisboa, avançando que os últimos dados estatísticos permitem acreditar que "algo está a mudar na direção de um ciclo de retorno ao investimento e ao crescimento".
Por tudo isso, o primeiro-ministro defendeu que a economia portuguesa "está a beneficiar de uma mudança estrutural e que em termos qualitativos e quantitativos é, sem dúvida, a mais importante dos últimos 50 anos". Para Pedro Passos Coelho, a mudança em curso é "talvez mesmo a mais relevante" desde que Portugal integrou a Associação Europeia de Livre Comércio, em 1960.
Contudo, e apesar de os resultados relativos à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) terem “surpreendido os analistas e as instituições nacionais e estrageiras”, Pedro Passos Coelho refreou o otimismo dominante em todo o discurso, relembrando que “a inversão do ciclo e posterior crescimento serão processos lentos”.
No que respeita à "envolvente externa", Passos Coelho considerou que a União Europeia, em particular a Zona Euro, atravessa "um momento crucial" e que "os próximos três meses serão decisivos", manifestando-se "confiante" de que serão encontradas "novas respostas para a dimensão política e social".
No entanto, o otimismo do primeiro-ministro parece esbarrar tanto na opinião da Oposição, como dos portugueses. Depois de ontem os partidos à esquerda do Executivo terem criticado as declarações de "êxito" dos governantes, hoje um inquérito vem revelar que a posição da coligação também está tremida no seio da opinião pública.
De acordo com um barómetro da Universidade Católica para a RTP, Antena 1, Diário de Notícias e Jornal de Notícias hoje divulgado, 67 por cento dos portugueses fazem uma avaliação negativa do Executivo liderado por Passos Coelho e mais inquiridos consideram que o atual elenco governativo é “pior” do que o anterior.