Política
Passos diz que está a governar para duas legislaturas
Pedro Passos Coelho garante que está a governar para duas legislaturas, o primeiro-ministro reconhece que vai ser julgado pelos portugueses de uma forma muito rigorosa, mas afirma não temer esse julgamento. Numa entrevista ao jornal Público, o chefe do Governo revela que o cumprimento do défice deste ano não está em causa, devido à transferência das pensões da banca, e acrescenta mesmo que existe uma verba de dois mil milhões de euros destinada a investir na economia.
“O meu objetivo é que consigamos, em duas legislaturas, pelo menos, reduzir a despesa pública”, afirmou Pedro Passos Coelho na entrevista ao Público, acrescentando de seguida que “é isso que nos faz correr, que nos motiva”.
“Sabemos que seremos julgados de uma forma muito rigorosa e não tememos esse julgamento. E também não querermos vender ilusões aos portugueses: fazendo de conta que temos muitos contratos, muitos PIN assinados, que vai haver imenso investimento que nunca se concretiza, e que houve reformas da administração que ninguém viu. Queremos estabilizar financeiramente o país e depois prepará-lo para competir na economia global em que hoje vivemos”, frisou.
Dois mil milhões de euros para investir na economia
Na entrevista, de sete páginas, ao Público, o primeiro-ministro deixou a garantia de que cumprimento do défice de 2011 não está em causa e que existe uma verba excedente de dois mil milhões de euros para investir na economia.
“Quanto ao défice deste ano, ele não estará em causa devido à transferência dos fundos de pensões da banca, mas quero referir algo de muito positivo relacionado com essa transferência: existe uma verba excedente de cerca de dois mil milhões de euros que vamos destinar a pagamentos à economia”.
Quando questionado sobre se no próximo ano haverá um esforço suplementar para cumprir as metas do défice, Pedro Passos Coelho afirmou que “esse esforço tem de ser conseguido também pelo lado da receita, mantenho o que o essencial terá de vir da despesa: é mais fácil preparar o país para um nível de despesa mais baixo e que possamos suportar com os nossos impostos do que pedir um permanente esforço fiscal aos portugueses para manter a despesa demasiado elevada que nos impedirá de crescer no futuro”.
Primeiro-ministro defende ministro da Economia
Pedro Passos Coelho considera que Álvaro Santos Pereira é criticado de forma injusta e salienta a importância da dupla primeiro-ministro/ ministro da Economia na reforma da administração do sector público empresarial.
“A dupla primeiro-ministro/ministro da Economia é muito importante, o ministro da Economia tem áreas tão importantes como as obras públicas, transportes, comunicações, energia e turismo”, defendeu o Chefe do Governo.
Segundo Pedro Passos Coelho, “o ministro da Economia sabe que não pode lançar as bases para o crescimento sem preparar a reforma da própria administração e do sector público empresarial. Há grande trabalho a fazer na área da concorrência, que exige um código novo, regras novas, melhores condições para os operadores, sem o que não combateremos a nossa ineficiência económica”.
“Precisamos também de uma reforma no Código Laboral para atrair mais investimento externo, tornando Portugal mais atrativo ao investimento e ao emprego”, realçou.
A eficácia de um Governo mais reduzido
Na entrevista, o primeiro-ministro salientou a eficácia de um Governo mais reduzido, e afirma que com dezasseis ou dezassete ministros dificilmente apresentaria resultados em tempo útil.
“Este Governo tem um perfil diferente dos anteriores, é muito mais reduzido. Gosto de dar conta do trabalho que tenho e nas atuais circunstâncias, se tivéssemos 16 ou 17 ministros dificilmente conseguiríamos apresentar um resultado prático em tempo útil”.
“Temos um Governo mais reduzido, mais concentrado no programa da reforma estrutural do que na comunicação política. Embora, é verdade, a nossa preocupação esteja tanto do lado da explicação quanto do lado de cumprir os compromissos externos e metas estruturais. Para que a Troika e os mercados externos reconquistem a confiança em Portugal”, defendeu Pedro Passos Coelho.
“Sabemos que seremos julgados de uma forma muito rigorosa e não tememos esse julgamento. E também não querermos vender ilusões aos portugueses: fazendo de conta que temos muitos contratos, muitos PIN assinados, que vai haver imenso investimento que nunca se concretiza, e que houve reformas da administração que ninguém viu. Queremos estabilizar financeiramente o país e depois prepará-lo para competir na economia global em que hoje vivemos”, frisou.
Dois mil milhões de euros para investir na economia
Na entrevista, de sete páginas, ao Público, o primeiro-ministro deixou a garantia de que cumprimento do défice de 2011 não está em causa e que existe uma verba excedente de dois mil milhões de euros para investir na economia.
“Quanto ao défice deste ano, ele não estará em causa devido à transferência dos fundos de pensões da banca, mas quero referir algo de muito positivo relacionado com essa transferência: existe uma verba excedente de cerca de dois mil milhões de euros que vamos destinar a pagamentos à economia”.
Quando questionado sobre se no próximo ano haverá um esforço suplementar para cumprir as metas do défice, Pedro Passos Coelho afirmou que “esse esforço tem de ser conseguido também pelo lado da receita, mantenho o que o essencial terá de vir da despesa: é mais fácil preparar o país para um nível de despesa mais baixo e que possamos suportar com os nossos impostos do que pedir um permanente esforço fiscal aos portugueses para manter a despesa demasiado elevada que nos impedirá de crescer no futuro”.
Primeiro-ministro defende ministro da Economia
Pedro Passos Coelho considera que Álvaro Santos Pereira é criticado de forma injusta e salienta a importância da dupla primeiro-ministro/ ministro da Economia na reforma da administração do sector público empresarial.
“A dupla primeiro-ministro/ministro da Economia é muito importante, o ministro da Economia tem áreas tão importantes como as obras públicas, transportes, comunicações, energia e turismo”, defendeu o Chefe do Governo.
Segundo Pedro Passos Coelho, “o ministro da Economia sabe que não pode lançar as bases para o crescimento sem preparar a reforma da própria administração e do sector público empresarial. Há grande trabalho a fazer na área da concorrência, que exige um código novo, regras novas, melhores condições para os operadores, sem o que não combateremos a nossa ineficiência económica”.
“Precisamos também de uma reforma no Código Laboral para atrair mais investimento externo, tornando Portugal mais atrativo ao investimento e ao emprego”, realçou.
A eficácia de um Governo mais reduzido
Na entrevista, o primeiro-ministro salientou a eficácia de um Governo mais reduzido, e afirma que com dezasseis ou dezassete ministros dificilmente apresentaria resultados em tempo útil.
“Este Governo tem um perfil diferente dos anteriores, é muito mais reduzido. Gosto de dar conta do trabalho que tenho e nas atuais circunstâncias, se tivéssemos 16 ou 17 ministros dificilmente conseguiríamos apresentar um resultado prático em tempo útil”.
“Temos um Governo mais reduzido, mais concentrado no programa da reforma estrutural do que na comunicação política. Embora, é verdade, a nossa preocupação esteja tanto do lado da explicação quanto do lado de cumprir os compromissos externos e metas estruturais. Para que a Troika e os mercados externos reconquistem a confiança em Portugal”, defendeu Pedro Passos Coelho.