Paulo Portas critica política de segurança e compromete-se a reforçar PSP e GNR

Barreiro, 09 Abr (Lusa) - O líder do CDS/PP, Paulo Portas, considerou hoje que a "política de segurança do governo está errada" e defendeu que todos os partidos políticos deveriam assumir compromissos claros em matéria de segurança pública para os próximos quatro anos.

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"É preciso que os partidos assumam compromissos muito claros para os próximos quatro anos. Eu comprometo-me a fazer uma politica de recrutamento para a PSP e para a GNR que compense a perda de efectivos e que dê condições de policiamento efectivo nas áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Setúbal", disse Paulo Portas.

O dirigente do CDS/PP falava aos jornalistas durante uma visita à nova Divisão da PSP do Barreiro, numa intervenção já a pensar nos actos eleitorais que vão ter lugar este ano.

"Eu comprometo-me à revisão das leis penais, porque quero leis severas para quem comete crimes graves e que o cumprimento das penas seja efectivo, porque não quero que os delinquentes saibam que, se cometerem crimes, não são julgados. E que, se forem julgados e condenados, uns anos ou meses depois já estão cá fora", acrescentou o dirigente do CDS/PP.

Paulo Portas fez também duras críticas à política de segurança do governo, que disse estar "errada", e reafirmou a ideia de que o executivo cometeu um erro ao cancelar as admissões para a PSP e para a GNR durante um ano e ao aprovar leis mais brandas.

"O CDS opõe-se firmemente a uma política de `insegurança`, como eu lhe costumo chamar, em que, quando a criminalidade aumenta os efectivos diminuem, quando a criminalidade é mais grave as leis penais são mais brandas e quando temos delinquentes mais perigosos querem despejar as cadeias", disse Paulo Portas.

"Isto não é possível, isto não garante segurança a ninguém", acrescentou o dirigente centrista, que se comprometeu também com uma política "mais eficaz" nos bairros problemáticos.

Para Paulo Portas são necessários "programas sociais em que se mede o apoio que os recursos públicos dão em termos de redução da toxicodependência, redução do abandono escolar, auto-estima ou estima pela habitação social e empregabilidade dos jovens".

"Nestes programas eu acredito. Em programas que ponham fileiras de gente no Rendimento Mínimo, e em que seja tudo gratuito, em que as pessoas só têm direitos e não têm obrigações, e não têm nenhum incentivo em tentar mudar a sua vida, nisso não acredito", frisou.

Num outro plano, Paulo Portas disse que também é necessário discutir a criminalidade cometida por estrangeiros e desafiou os portugueses que concordam com estas propostas políticas a votarem no CSDS/PP, já nas próximas eleições de 7 de Junho.

Questionado pela Lusa sobre a posição do CDS/PP em relação a uma nova lei para combater o enriquecimento ilícito, Paulo Portas escusou-se a adiantar pormenores por se tratar de um assunto que não estava na agenda da visita à Divisão da PSP/Barreiro, mas reconheceu que o "combate à corrupção deve ser uma prioridade".

GR.

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