Paulo Portas sai de cena

Após 16 anos de liderança do CDS/PP, Paulo Portas anunciou que não se recandidata a novo mandato.

Maria Flor Pedroso /

Foto: Lusa/Mário Cruz

Mais antigo líder partidário em funções nesta altura, Portas chegou à chefia do CDS no congresso de 1998. Desde então, apenas esteve afastado da presidência durante dois anos, entre 2005 e 2007, período em que o partido foi dirigido por José Ribeiro e Castro.

A decisão de não se recandidatar a mais um mandato foi descrita pelo próprio como amadurecida já há bastante tempo, ao ponto de, "se as eleições de 4 de outubro tivessem resultado num novo mandato de governo da coligação, antes do final eu teria, e sobre isso conversei com o presidente do PSD, com tempo e naturalmente, aberto a sucessão no meu partido", revelou Paulo Portas.

"É honesto estar consciente de que se me candidatasse agora teria de estar disponível não para um mandato de dois anos, mas vários mandatos de vários anos, os da oposição e da reconquista e do regresso do centro direita ao Governo", afirmou. "Isso levaria a minha presidência do CDS para lá de 20 anos de exercício, o que, com toda a franqueza, não é politicamente desejável", considerou o líder centrista, que anuncia a sua saída num momento em que o CDS está a perder eleitores.

Assunção Cristas, Pedro Mota Soares, Nuno Melo, Nuno Magalhães, João Almeida e Cecília Meireles são nomes que agora ganham protagonismo na corrida à presidência do CDS pós-Portas. O congresso do partido deverá acontecer em abril.









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