Paulo Raimundo diz que candidatura de António Filipe é a que não desiste

O secretário-geral do PCP disse hoje que a candidatura de António Filipe à Presidência da Republica é assumidamente de esquerda, sem rodeios nem disfarces, com "zero compromissos" com a política de direita e a que "não desiste.

Lusa /

"A força, a coragem e a clareza desta candidatura de esquerda, sim, de esquerda, assumidamente de esquerda, sem rodeios, sem refúgios, sem disfarces e, acima de tudo, sem nenhum compromisso com a política direita. Zero de compromissos com a política direita", afirmou Paulo Raimundo, que falava num comício, em Lisboa.

O líder comunista salientou ainda que a candidatura de António Filipe "abre caminhos", bem como "junta forças e cria unidade".

"Esta é a candidatura que não desiste, porque aqui ninguém desiste do país que queremos construir, do futuro melhor que queremos construir, dos direitos dos trabalhadores, do futuro e do presente da juventude", realçou ainda Paulo Raimundo.

Tal como já o tinha feito no sábado, num comício em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, o secretário-geral do PCP insistiu hoje numa mobilização em torno de António Filipe, apelando a que "cada um leve a sua vida ao voto" no dia 18 de janeiro.

E esta é, para o comunista, a candidatura que "combate sem mas nem meio mais as forças reacionárias, fascizantes, racistas e xenófobas" e que "dá combate, olhos nos olhos, à corrupção".

"A candidatura da verdadeira alternativa, com os valores de Abril, a candidatura patriótica e que não abdica do seu país, a única candidatura que não prescinde da soberania de Portugal", frisou.

Paulo Raimundo disse também que António Filipe traz para a "campanha eleitoral aquilo que é a vida, que é a realidade da maioria", mas também esperança e a confiança".

"Esse caminho de futuro e de esperança que impõe que os direitos consagrados na Constituição sejam os direitos da vida de todos os dias", frisou ainda.

Para acrescentar que António Filipe é o candidato de vários artigos da constituição, como o 64º do direito à saúde, do 65º do direito à habitação, do 7º que é o artigo da paz, assim como do 78º que consagra o direito à fruição cultural e o do 80º que subordina o poder económico ao poder político e, segundo frisou, "não há artigo mais invertido do que este na realidade de todo o dia".

"O António amanhã estará noutro local em campanha. Vai descansado, aqui estaremos, em Lisboa, em Setúbal, em cada uma das terras, em cada empresa, em cada local de trabalho, em cada escola, em cada serviço, em cada rua, somos todos, António Filipe, somos todos mobilizadores da tua, nossa, candidatura", salientou.

Neste comício marcaram ainda presença os antigos líderes do PCP Jerónimo de Sousa e Carlos Carvalhas, o eurodeputado João Oliveira, a ex-secretária-geral da CGTP Isabel Camarinha e Heloísa Apolónia (PEV).

Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa disse que quis dar força a António Filipe neste "combate tremendo" para as eleições e realçou que os tempos que correm exigem uma outra política e um outro mandato presidencial.

Os candidatos às eleições presidenciais são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

A segunda volta, a realizar-se, decorrerá a 8 de fevereiro.

Tópicos
PUB