Paulo Raimundo fecha Festa do Avante com alerta para "assalto à Segurança Social"

Paulo Raimundo fecha Festa do Avante com alerta para "assalto à Segurança Social"

A partir do Seixal, o secretário-geral do PCP acusou o Governo de falta de transparência e de estar a preparar um "assalto à Segurança Social". No discurso que encerrou a Festa do Avante, Paulo Raimundo disse ao PS que viabilizar o Orçamento do Estado é desmantelar o SNS e a escola pública.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Manuel de Almeida - Lusa

Num discurso marcado por crticas violentas ao Governo de Luís Montengero, que acusou de falta de transparência, Raimundo deixou também recados aos aos partidos à direita. Críticas que não pouparam os socialistas pela falta de clareza.

O secretário-geral dos comunistas acusou o Governo de preparar o "assalto à Segurança Social" e apelou aos trabalhadores para darem "um forte sinal de rejeição", única forma de travar essa operação.


Durante o tradicional comício da Festa do Avante, Paulo Raimundo classificou o Governo PSD/CDS como "mestre da propaganda e da ilusão".

"Um Governo que jura a pés juntos que não o fará mas, caso tenha espaço para isso, tudo vai fazer para que o capital ponha a mão no dinheiro dos trabalhadores e assaltar a Segurança Social", acusou.

Num discurso de mais de meia hora perante milhares de apoiantes, Paulo Raimundo disse que não é tempo de ilusões e defendeu que "só não avançarão se os trabalhadores, os reformados e a juventude derem, como estão a dar, um forte sinal de rejeição face a este assalto que está em marcha".

Raimundo deu como exemplo a contestação na rua que, diz, impediu as alterações à lei laboral, uma "grande vitória dos trabalhadores" e "uma vitória do PCP, o partido que nunca desistiu, que nunca vacilou, o partido de confiança e da confiança que nunca faltou do princípio até ao fim desta batalha".

Paulo Raimundo acusou o Governo de querer agora "assaltar a Segurança Social e comprometer as reformas de novas gerações". Considerou que "a proposta aprovada com o apoio do PS sobre a Prestação Social Única não é apenas para limitar o acesso à proteção social, estigmatizar a pobreza ou reduzir apoios".

"Não surpreende que PSD e CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal, estejam, a partir das suas conceções reacionárias, unidos nestes objetivos. O que não se entende é a disponibilidade do PS para aparar o assalto que está em curso, um assalto que é preciso, de facto, levar muito a sério", afirmou.

Face ao "confronto entre os que, ao serviço de uma minoria, querem continuar o processo contrarrevolucionário", O secretário-geral dos comunistas diz que a resposta passa pela mobilização e a "luta de massas, para interromper esta política e a ação deste Governo".

c/ Lusa
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