Paulo Raimundo sentiu na rua um carinho que acredita vai refletir-se nos votos

O secretário-geral do PCP voltou, em entrevista à RTP, a sublinhar que o que importa ao discurso político é centrar-se nos problemas reais das pessoas e que essa é uma preocupação da CDU que vai valer votos no domingo.

RTP /
"Nós centramos a nossa ação naquilo que importa na vida das pessoas, nos salários, nas pensões, no aumento da qualidade de vida, nessa vida melhor que é possível para a maioria do nosso povo, em torno das questões da habitação, contra a precariedade, das questões do Serviço Nacional de Saúde, quando nós inserimos a nossa intervenção em torno daquilo que importa e daquilo que é preciso resolver na vida das pessoas, os resultados vão ter tradução do ponto de vista eleitoral", sublinhou Paulo Raimundo quando questionado a que se devia o inverter da tendência de votação na CDU.

Sobre as polémicas da guerra da Ucrânia em que o PCP foi envolvido, Raimundo disse não acreditar que isso vá afetar a CDU, apontando que, felizmente, "aqueles que apostam no caminho da paz, na Ucrânia, no Sudão, na Palestina, esse campo está a alargar, o voto da paz é o voto na CDU e isso é que é importante".

"O campo daqueles que querem mais armas e mais guerra, mais destruição e mais morte, está a estreitar cada vez mais (...) e nós estivemos desde a primeira hora nesse combate pela paz, a abrir os caminhos diplomáticos para assegurar a paz e é com grande orgulho que digo isto", acrescentou.

Sobre o desejo de ter mais deputados para alargar o grupo parlamentar, falhando, o secretário-geral do PCP "diz ter a certeza absoluta da força, do carinho e do respeito [durante a campanha] num reconhecimento de que há aqui gente séria, comprometida e que quer soluções para a vida das pessoas (...) vai ter resultados [na votação de domingo], não tenho dúvidas sobre isso, a CDU vai crescer porque a força da CDU é a força do nosso povo".


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